SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!

SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!
Enquanto Houver Razões Eu Não Vou Desistir

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

“Não tenho amigo com R$ 51 milhões em apartamento”, diz Janot sobre Temer

Ex-procurador-geral da República responde ataques contra ele desferidos por Michel Temer e seus aliados: “Há necessidade de desconstituir a figura do acusador”.

Da Redação*
O ex-chefe da PGR, Rodrigo Janot, resolveu responder com contundência aos ataques desferidos por Michel Temer e seus aliados. Em entrevista ao “Correio Braziliense” desta quarta-feira (2), ele afirmou que não tem “amigo com 51 milhões em apartamento”, referindo-se diretamente a Temer e a Geddel. Disse, ainda, que a defesa do presidente passou a atacá-lo, dada a dificuldade de rebater provas robustas como a mala de Rocha Loures e a recomendação – “tem que manter isso” – quando Joesley disse que estava de bem com Eduardo Cunha “todo mês”.
“Existem estratégias de defesa. Quando o fato é chapado, quando o fato é mala voando, são R$ 51 milhões dentro de apartamento, gente carregando mala de dinheiro na rua de São Paulo, gravação dizendo ‘tem que manter isso, viu?’, há uma dificuldade natural para elaborar defesa técnica nesses questionamentos jurídicos. E uma das estratégias de defesa é tentar desconstruir a figura do acusador. É assim que eu vejo. De repente, passo a ser o vilão da história, o dito vilão da história, porque há necessidade de desconstituir a figura do acusador. O que fizeram comigo vão fazer com outros. Tenha certeza absoluta”, disse Janot.
O ex-procurador acha que poderão até acusá-lo de receber dinheiro do seu ex-braço direito, Marcelo Miller, o que repeliu com vigor. “Vão tentar usar todo mundo e tudo contra mim… Tudo é possível, vão tentar desconstituir a figura do investigador. Não levei dinheiro do Miller, nem autorizei ninguém a receber mala de dinheiro em meu nome. Nem tenho amigo com R$ 51 milhões em apartamento”, afirmou.
Admitiu que o embate com Temer será mais contundente que o que teve com o ex-presidente da República Fernando Collor. “Ele só xingou minha mãe várias vezes (risos). Mas agora cheguei ao poder real, no núcleo de poder, no centro dessa Orcrim (organização criminosa), e a reação é essa mesmo. Eu já imaginava que isso aconteceria, mas não imaginava que seria nessa proporção. Não imaginava como viria o coice. A orquestração é visível”, disse Janot.
Fonte: REVISTA FÓRUM

Brasil: "Uma ditadura com luvas de pelica"

Por Pedro Alexandre Sanches, na revista CartaCapital:

Um militante desavisado do MBL depara-se com uma letra de Aldir Blanc. Em rala-rala é que se educa a molhadinha/ se tu não peca, meu bem, cai a peteca, neném/ vira polícia da xereca da vizinha, canta a portuguesa Maria João no álbum recém-lançado A Poesia de Aldir Blanc (Sesc), para horror do jovem conservador empenhado na causa da sigla que esconde por trás de si o pícaro Movimento Brasil “Livre”.

Entre a santa e a meretriz/ só muda a forma com que as duas se arreganha/ eu só me queixo se criar teia de aranha, prossegue Maria João na feminina O Coco do Coco, lançada originalmente em 1996 pela paraense Leila Pinheiro. E lá se vai para a fogueira mais uma obra artística atentatória da “moral e dos bons costumes”.

Não é só O Coco do Coco. Letrista visado pela censura da ditadura anterior, o carioca Aldir teria parte substancial de uma obra colossal destroçada pelos dentes arreganhados e o ouvido que tudo escuta do neofascismo popular brasileiro. Vale para as ásperas parcerias mais recentes com o também carioca Guinga, como O Coco do Coco, e para a série histórica de arranhões musicais dos anos 1970 e 1980 em dupla com o mineiro João Bosco.

É bem possível que o jovem do MBL visse macumba e feitiçaria em versos de Bosco & Blanc, como levou as minhas cuecas pro bruxo rezar/ coou meu café na calça pra me segurar (de Incompatibilidade de Gênios, 1976) ou costurou na boca do sapo o resto de angu/ a sobra do prato que o pato deixou/ depois deu de rir feito Exu Caveira/ marido infiel vai levar rasteira (de Boca de Sapo, de 1979), ambas interpretadas na origem pela mãe preta de todos nós, Clementina de Jesus.

“Estamos vivendo uma ditadura com luvas de pelica, fedendo a fezes”, afirma Aldir sobre o episódio da mostra Queermuseu, promovida e cancelada sob pressão pelo Santander Cultural em Porto Alegre (RS), terra da maior intérprete do imaginário de Blanc & Bosco, Elis Regina.

“Coco do Coco inspira-se na belíssima tradição picaresca de músicas nordestinas, baiões, cordel, que tratam o sexo de forma escrachada, e verdadeira”, ensina o mestre das palavras. “Algumas feministas politicamente corretas sentaram o pau, e o fizeram porque se arvoram em saber uma porção de merdas, mas não conhecem picas de cultura popular”, provoca, destemido em tocar pontos vulneráveis.

Hoje com 71 anos, Aldir vive entre a reclusão e altos papos via e-mail, ou entre o silêncio e o grito, como dizia a letra de O Chefão. Cantada em 1974 pela paulistana Marlene, a balada noir O Chefão foi retomada em 2014 pela mineira Maria Alcina, outra intérprete inaugural de Bosco & Blanc, com as antológicas Kid Cavaquinho e Beguine Dodói (1974).

Meses antes da reeleição de Dilma Rousseff, Alcina cantava a necessidade de manter as janelas sempre bem fechadas/ contra o perigo de um golpe/ contra o perigo de um golpe de ar. Pode ser mera simbologia, mas o autor de O Chefão ataca frontalmente temas e termos tornados tabus na oficialidade impopular brasileira de 2017. “Sociólogos, historiadores, professores e artistas (como o imenso Raduan Nassar) mais importantes do que eu já escreveram que estamos num estado de exceção”, afirma.

“Aqui ficaram todos os torturadores soltinhos da silva, conspirando. O golpe voltou, um golpe constitucional. Isso existe. A Constituição pode abrir frestas para vários tipos de golpes, e só babacas dizem ‘se está na Constituição, não é golpe’. Vão se fifar, burros – ou coniventes”, escreve, em pena ferina que transforma Michel Temer em “Temeroso” e “Temereca” e Janaína Paschoal em “Dra. Janaraca”.

“O que vi de palhaço que pegava jabá, corrupto até a alma, considerando julgamentos de pedaladas ‘técnicas e corretas’, sem levar em consideração que Tribunardis levava bola quando parlamentável, Anastasia é corrupto, Cunha já está com a mão na grade, sem falar da Dra. Janaraca. Pelo amor dos meus netinhos, sejam golpistas menos cínicos e safados.”

Jabaculê, jargão usado para designar o “mensalão” com que gravadoras suborna(va)m meios de comunicação para veicular este ou aquele artista, é vocabulário presente desde sempre no léxico de Aldir. Jabaculê/ vixe, espetacular/ assunto assim às vez é mió calar, cantou Maria Alcina em Foi-Se o Que Era Doce, também em 1974, entre referências culinárias a inhame, bobó, frango assado, cuscuz e maracujá.

A verve faminta de Blanc sempre privilegiou os diversos prazeres da carne, mesmo na voz solene de Elis. Os boias-frias quando tomam umas birita espantando a tristeza/ sonham com bife à cavalo, batata frita/ e a sobremesa é goiabada cascão com muito queijo, gravou Elis em O Rancho da Goiabada (1978), relicário assombroso de um Brasil que viria a resplandecer após três décadas, sob as caravanas de Luiz Inácio Lula da Silva.

São pais de santo, paus de arara, são passistas/ são flagelados, são pingentes, balconistas, desfilava o rancho, quando o comandante plantonista deste bordel dos Estados Unidos era Ernesto Geisel. “Dizem que ninguém é profeta em sua própria terra, mas João e eu fomos.
Veja o caso de De Frente pro Crime”, diz Aldir, citando o samba lançado pela baiana Simone em 1974, o mesmo ano-susto em que Elis apresentou Dois pra Lá, Dois pra Cá (e a ponta de um torturante/ Band-aid no calcanhar) e O Mestre-Sala dos Mares.

“Mais de 40 anos depois, De Frente pro Crime ainda retrata o Rio. Sabe o que parte da crítica dizia desses sambas? ‘João Bosco e Aldir Blanc, com suas habituais obsessões com uma violência inexistente’. Gostaria de soltar todos esses críticos no Jacarezinho para uma injeção de Brasil na bunda.”

Previsto para outubro, o próximo álbum de João Bosco trará uma nova parceria da dupla, retomada em 2009, após duas décadas de afastamento. Duro na Queda trata de uma Janaína que certamente não é a Paschoal: Eu não sei viver sem minha Janaína/ mulata de olhos claros, vale o mundo/ no morro, é meu barraco com piscina.

“Começa com um clima sombrio dos sambas de antes e se abre, como se a Esperança Equilibrista se recusasse a cair”, define Aldir, em referência cruzada ao hino de anistia O Bêbado e a Equilibrista (1979), ápice do trio Blanc-Elis-Bosco. 

Tal qual as bijuterias banhadas a ouro dos anos 1970, Duro na Queda encerra muito do mistério poético do ex-médico psiquiatra Aldir Blanc. Nascido no Estácio de Ismael Silva e Luiz Melodia e criado na Vila Isabel de Noel Rosa e Martinho da Vila, ele transpira sensibilidade suburbana a cada verso.

“O que mais me revolta é que esse Brasil sempre esteve na cara de todos, só que aparece maquiado até hoje”, autodefine-se. “Temereca é o maior criminoso e entreguista do País. Sou contra a pena de morte, mas, quando vejo o que esse merda está fazendo, fico em dúvida se não seria melhor julgá-lo com rigor, direito amplo de defesa, mas com fuzilamento incluído na pena. Institucionalmente, Temeroso é muito pior que Marcola e Fernandinho Beira-Mar juntos.”

Duro na queda, Aldir também visita a ternura. Ela aparece quando fala das cantoras que o têm interpretado, inclusive Clara Nunes, Maysa, Elizeth Cardoso, Beth Carvalho, Nana Caymmi e Dorina (que em 2016 lançou CD devotado a ele).
“Essa relação com as cantoras é uma das grandes alegrias da minha vida profissional. Se as lindas homenagens quase simultâneas de Dorina, Maria João e Mariana Baltar (ainda inédita) não me matarem, nem preciso fazer novos exames. Por trás da pose, sou um tremendo chorão. Às vezes, um neto telefona de outro estado e minha mulher tem de tirar o telefone da minha mão e dizer: ‘Peraí um pouco! Deixa ele acabar de chorar!’ E é assim também com música.”

Há que se acrescentar, aí, a literatura: por meio de financiamento coletivo, Aldir acaba de bater a meta de 28 mil reais para completar a coleção Aldir 70, de crônicas reunidas em cinco volumes.

Por ora, Aldir prossegue incólume ao moralismo de fachada engarrafado na pátria de Donald Trump e encampado pela juventude MBL. Ainda que a sanha venha a colhê-lo, gritarão em silêncio os versos de Querelas do Brasil, eternizada por Elis em 1978 e resistente, até hoje, como um dos nossos mais cruéis autorretratos: O Brasil nunca foi ao Brazil/ (...) o Brazil não merece o Brasil/ o Brazil tá matando o Brasil.

Fonte: desabafopais.blogspot.com.br

Aécio volta com força no confuso xadrez tucano


Isolado após a delação da J&F explodir, Aécio Neves voltou a ser visto como personagem importante no xadrez interno. Ele esteve com Doria e depois com FHC na semana passada. Esta semana, foi convidado para jantar com Alckmin em SP.
A percepção de que Doria pode se tornar um nome mais competitivo é o que move a pequena ala que passou a defender o adiamento do anúncio do candidato do PSDB à Presidência. Mas há forte desconfiança sobre o comportamento do prefeito entre os tucanos.
Por Robson Pires

Trump é o novo Hitler


O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, classificou Donald Trump como “o novo Hitler”, depois que o presidente dos EUA disse que Washington poderia tomar medidas adicionais contra o país sul-americano para restaurar a democracia.
Em um jantar na segunda-feira com presidentes da região antes da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, Trump disse que quer uma rápida “restauração” da democracia no país produtor de petróleo, que, segundo ele, está desmoronando.
“Podemos classificar (a declaração de Trump) como a agressão do novo Hitler da política internacional”, disse Maduro durante um discurso em uma manifestação política.
Robson Pires

terça-feira, 19 de setembro de 2017

"A Cidade do México está um caos", diz brasileiro após terremoto

Omar Torres / AFP
Cidade do México
Pessoas removem escombros de prédio que desabou na Cidade do México, nesta terça-feira 19
Tremor de 7,1 graus na escala Richter provocou mortes e destruição na capital mexicana.
Um forte terremoto sacudiu a Cidade do México, provocando pânico entre a população de 20 milhões de habitantes da capital mexicana nesta terça-feira 19, data em que o país relembra os 32 anos do terremoto que destruiu a cidade em 1985 e matou 10 mil pessoas.
O sismo, que o Instituto Sismológico do México havia estimado inicialmente em 6,8 para depois revê-lo a 7,1, teve seu epicentro localizado a 55 quilômetros da cidade de Puebla, perto da capital. O Centro Geológico dos Estados Unidos (US Geological Survey) também estimou a magnitude do tremor em 7,1.
"A Cidade do México está um caos", resumiu o jornalista brasileiro Ricardo Carvalho, que está há três semanas morando no país. Ele descreve um cenário caótico, com o transporte público funcionando com extrema lentidão, além de presenciar ambulâncias e carros de bombeiro cruzando a cidade a todo momento.
Carvalho conta que estava na saída de um hospital, próximo ao metrô Colégio Militar. Ele ouviu o alarme sísmico tocar no mesmo momento em que a terra tremeu.  
"Embora tenha sido de magnitude menor do que o terremoto da semana retrasada, a sensação foi que a terra tremeu com muita força", relata, informando que o hospital em que estava foi evacuado e que as pessoas permaneceram do lado de fora por cerca de 20 minutos, até serem reinstaladas. Ainda segundo o brasileiro, em uma das principais avenidas da cidade as pessoas passaram a circular nas ruas, diante da impossibilidade de utilizar qualquer outra forma de transporte. 
Pelas redes sociais, inúmeros vídeos e fotos, divulgados por cidadãos e veículos de imprensa, mostram prédios balançando, caindo e muita destruição. O vídeo abaixo, divulgado pela rádio Xeva, mostra escombros na região sul da Cidade do México. 
Durante o socorro, funcionários da Defesa Civil advertiam a população para o risco de vazamento de gás. "Não fumem! Há vazamentos de gás!", gritavam os socorristas, enquanto corriam pelas ruas na região de Roma Norte.
Na praça Cibeles, crianças com crise de pânico foram evacuadas da escola, enquanto os pais, angustiados, as buscavam em meio à multidão, constatou um jornalista da AFP. "Estava caminhando pela (rua) Colima e as janelas começaram a se mexer. Vi as pessoas correndo, começaram a gritar. Ficou muito feio. Não queria me aproximar de nenhuma árvore. Tive que me jogar no chão", contou Leiza Visaj Herrera, de 27 anos.
"Ficou bastante forte. Os edifícios começaram a se mexer. As pessoas estão muito nervosas. Vi uma senhora que desmaiou", contou Alfredo Aguilar, de 43 anos.

Carta Capital
C/ Correio Braziliense

LGBTs de todo o país sairão às ruas contra decisão que pode considerá-los “doentes”

Resposta à liminar judicial que abre caminho para que psicólogos tratem homossexuais como doentes foi imediata e manifestações já foram marcadas em dezenas de capitais do país. Programe-se 

Por Redação 
As maiores manifestações, naturalmente, foram de entidades LGBTs, principal vítima dessa decisão. Na liminar, um juiz do DF acatou uma ação popular contra a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que orienta os profissionais da área a atuar nas questões relativas à orientação sexual. Na resolução, as “terapias de reversão sexual” são proibidas, visto que que desde 1990 a homossexualidade deixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. Com a liminar, a resolução não é extinta, mas os profissionais de psicologias são autorizados a utilizar as terapias sem sofrer “censura” do CFP.
A resposta, no entanto, vem com força. Dezenas de atos contra a liminar, contra a homofobia e pelos direitos dos LGBTs já foram marcados em diversas capitais do país.
Confira, abaixo, a agenda atualizada de manifestações.
Setembro 
Terça-feira (19) 
  • São José dos Campos (SP) – https://m.facebook.com/events/1982711505278521
Quinta-feira (21) 
  • Petrolina (PE) – https://m.facebook.com/events/116305515754178
Sexta-feira (22) 
  • Belém (PA) – https://m.facebook.com/events/118103985506851
  • Belo Horizonte (MG) – https://m.facebook.com/events/1658674167479018/ajax/permalink/reaction/?active_tab=discussion
  • Campinas (SP) – https://m.facebook.com/events/150937515493486
  • São Paulo (SP) – https://m.facebook.com/events/1803958696284255
  • Vitória (ES) – https://m.facebook.com/events/119926738698856
Sábado (23) 
  • Araxá (MG) – https://m.facebook.com/events/1448237615253544
Domingo (24) 
  • Jundiaí (SP) – https://m.facebook.com/events/720288894822831
  • Salvador (BA) – https://m.facebook.com/events/245325809322665
Outubro 
Domingo (1) 
  • Santos (SP) – https://m.facebook.com/events/320177718392897
Quinta-feira (12) 
  • Curitiba (PR) – https://m.facebook.com/events/125905621467586
  • Recife (PE) – https://m.facebook.com/events/149626248974185
  • Rio de Janeiro (RJ) – https://m.facebook.com/events/1448245868599618
  • Rio Grande (RS) – https://m.facebook.com/events/473142159738093
  • Uberlândia (MG) – https://m.facebook.com/events/168382120382451
  • Fonte: REVISTA FÓRUM

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A ‘saia-justa’ de Raquel Dodge também já começou


Como era sabido por todos, o “aperto ideológico” sobre a nova procuradora geral da República veio a jato.

Claro, a Lava Jato.

A “patrulha moralista” de O Globo deu manchete para um “não-fato” na posse de Raquel Dodge.

Raquel Dodge não menciona Lava-Jato em discurso, “noticia” o jornal, abrindo a chamada com um “Com Temer” para ajudar a dar  à omissão imperdoável um ar ainda mais suspeito.

Não importa que ela tenha falado que o povo brasileiro “”não tolera a corrupção”.

É preciso que a nova papisa da seita fundamentalista ajoelhe-se e preste vassalagem ao Deus Lavajatense e, quem sabe, saúde os cardeais de Curitiba que, como Teophilato e sua família,  controlaram o papado por quase 60 anos( do ano 904 ao 963 ) , no periodo que ficou conhecido como Saeculum obscurum, idade das trevas ou, como caberia num powerpoint do Dr. Deltan Dalangnol, a “pornocracia”.

Como observa Luís Nassif, em seu necrológio de Rodrigo Janot:

“A nova PGR, Raquel Dodge, assumirá precisando limpar a sujeira deixada pela equipe anterior. Cada processo mal fundamentado cairá na sua conta, não na de Janot. Cada delação insubsistente não aceita será mostrada não como exemplo da incompetência de Janot, mas da falta de vontade política de Raquel. Cada punição a vazamentos será tratada como censura ao livre pensamento de irresponsáveis. Cada tentativa de enquadrar os processos nos limites da lei, uma concessão ao inimigo.”

O medo da perseguição, que é previsível e inevitável, talvez tenha travado a língua da Doutora Raquel.

Um erro, porque no serpentário que se tornou a Procuradoria Geral da República, ou se esmaga logo as cabeças das cobras mais ousadas ou todas sairão das toca e algumas, ainda, criarão asas.

Fernando Brito
No Tijolaço

Nova denúncia de Janot contra Temer reforça a anulação do impeachment

 por 
A nova investida dos donos do golpe para retirar Michel Temer do cargo de presidente golpista do Brasil se dá através da denúncia do ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot.

Janot, um dia antes de deixar o cargo, sexta-feria (15), protocolou denúncia contra o golpista Michel Temer o acusando de chefe de organização criminosa, e que seu partido, o PMDB, formou uma verdadeira quadrilha de bandidos no Palácio do Planalto.

Nas mais de 200 páginas do processo aberto por Janot contra Temer e o PMDB é exposto pelos golpistas que o PMDB participou do golpe contra Dilma Rousseff através do impeachment por motivos políticos, deixando claro que o argumento jurídico das pedalas não passava de um pretexto de ocasião para retirar Dilma Rousseff da presidência da República.

Passagens como a de que Eduardo Cunha, então presidente do Congresso Nacional, aceitou o processo de impeachment de Dilma, por fazer parte do esquema golpista e corrupto que envolve a compra de deputados do Congresso é explicitado na nova peça jurídica do ex- procurador golpista.


Quanto mais se aprofunda o golpe de Estado no país, quanto mais os golpistas se dividem em duas alas no Poder (os partidários dos interesses imperialistas e os partidários das oligarquias regionais) mais se juntam provas nos processos judiciais contra Temer de que o PT e Dilma Rousseff foram vitimas de um golpe de Estado no Brasil.

É necessário utilizar-se desses processos do “Fora Temer” para reforçar a campanha pela anulação do impeachment de Dilma Rousseff. Pois, a palavra de ordem de “Fora Temer” só terá serventia para classe operária brasileira, a mais prejudicada com o golpe, se a derrubada de Temer for sucedida da volta de Dilma, a legitima presidenta do País, eleita pelo voto popular com mais de 54,5 milhões de votos dos brasileiros. Fonte: Causa Operária.

Fonte desabafopais.blogspot.com.br

domingo, 17 de setembro de 2017

Janaína Paschoal, que “ganhou” em último lugar concurso da USP, disse que não irá recorrer da decisão



JANAÍNA PASCHOAL PEGA O ÚLTIMO LUGAR EM CONCURSO PARA PROFESSOR TITULAR DA USP
Mônica Bergamo em 15/9/2017
A advogada Janaína Paschoal foi a última colocada em um concurso que escolheu os dois novos professores titulares de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Uma das vagas que ela disputava era a de Miguel Reale Júnior, que se aposentou. Janaína assinou junto com ele o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A outra era a de Vicente Greco Filho, que também se aposentou.
Janaína concorreu com Alamiro Velludo e Ana Elisa Liberatore, que ficaram com as vagas, e Mariângela Magalhães Gama.
Janaína, que defendia a tese “Direito Penal e Religião: As várias interfaces de dois temas que aparentam ser estanques”, teve notas entre 6,4 e 7,2. Alamiro, o primeiro colocado, teve notas entre 9,3 e 9,6.
Ela segue como professora-adjunta da universidade.
***
Em sua conta do Twitter, Janaína disse que não recorrerá da decisão: “Como disse, durante o concurso, apesar da reprovação, não vou recorrer. A banca estabelece seus critérios e é soberana”.
Fonte: https://limpinhoecheiroso.com

O suicídio político de Ciro Gomes


Por Bepe Damasco

Um dos episódios importantes da semana política foi a movimentação de Ciro Gomes em direção ao eleitorado de centro-direita. Não que em algum momento sua retórica mais à esquerda tenha convencido os que acompanham sua trajetória errática. Mas, esperava-se que perto de completar 60 anos, ele fosse capaz de deixar para trás sua vocação para manobras políticas desastradas.

Antes de dar crédito às delações de um vil traidor como Palocci, Ciro batia duro no golpe, embora não poupasse Lula e o PT de críticas. Mas todas feitas com moderação, na expectativa de que, com o eventual impedimento de Lula, ele pudesse herdar pelo menos parte dos milhões de votos do ex-presidente.

No entanto, o problema para Ciro seguir adiante nessa tática sempre fora o próprio Ciro. Sujeito inteligente, dono de uma fala fluente e contundente, ele até que encanta algumas plateias. Mas por pouco tempo. Muitos logo percebem que sua roupagem de político antineoliberal e com incursões verborrágicas à esquerda do espectro político é para inglês ver. Na essência, mantém apenas contradições com establishment.


Sua trajetória político-partidária fala por si : eleito deputado estadual no Ceará, em 1982, pelo PDS – partido que sucedeu à Arena no suporte à ditadura -, Ciro migraria para o PMDB um ano depois. Daí em diante não parou mais : PSDB, PPS, PROS e PDT. Ele e seu irmão Cid alardeiam como grande feito político de suas carreiras a derrota que impuseram aos “coronéis” que deram as cartas no Ceará ao longo de décadas. 


Os críticos dos irmãos Gomes, todavia, dizem que a dupla herdou desse embate alguns traços característicos de seus adversários, tais como a arrogância e a soberba, resvalando para a grosseria. A performance de Ciro na campanha presidencial de 2002 reforça essa análise. O então candidato do PPS, para quem não lembra, despencou nas pesquisas depois de uma sucessão de declarações mal educadas e machistas.

Voltando a 2017, o que teria levado Ciro, em plena campanha antecipada para a presidência da República, à execução de uma manobra política digna de torná-lo favorito ao troféu “asno do ano?” Na minha opinião, Ciro se rendeu às suas reais convicções políticas e ideológicas. Só uma espécie de cobrança feita por sua consciência pode explicar o súbito abandono de qualquer possibilidade de disputar o espólio lulista. 

Não falo de entendimento com o PT para o primeiro turno, pois em largas parcelas do partido, Ciro é visto com desconfiança e, sobretudo, como defensor de outro tipo de projeto político, fora do campo da esquerda. Mas, se não fosse o antipetismo que nunca confessou, Ciro poderia pelo menos ter evitado a destruição de todas as pontes com o PT.

Ciro é nordestino e certamente contava com boa votação na região do país na qual Lula é quase um Deus. A apoteose e a consagração de Lula em sua caravana recente pelo Nordeste passaram batidas por Ciro, que preferiu tentar ocupar o espaço de centro-direita disputado por Dória e Alckmin. Deve alimentar a expectativa de que seu diferencial será o fato de ter sido contra o golpe. Como se o eleitor desse segmento valorizasse compromissos democráticos. Ciro que se prepare para uma derrota acachapante ano que vem.

Comunistas terão que decidir entre Fátima e Robinson

'

Aliado do PT em nível nacional e do PSD no Rio Grande do Norte, o PCdoB terá que decidir se fica com a senadora governadorável Fátima Bezerra (PT) ou com o governador Robinson Faria (PSD) em 2018. Por enquanto, os comunistas seguem no governo. Mas, ninguém sabe até quando.

Por Robson Pires

"E agora nobres camaradas?" -  Eduardo Vasconcelos

sábado, 16 de setembro de 2017

Temer vai rifar (de novo) o país para se manter. Mas Geddel pode nos salvar


Leonardo Sakamoto

Dificilmente a última denúncia do procurador-geral da República Rodrigo Janot contra Michel Temer irá afastá-lo do cargo para que seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal.
Ironicamente essa informação deveria levar a maioria dos trabalhadores brasileiros ao desespero. Porque, para permanecer ocupando o Palácio do Planalto, ele e seu grupo político vão rifar a qualidade de vida da população através do apoio a propostas no Congresso Nacional de interesse de deputados e seus patrocinadores.
A peça de acusação da Procuradoria-Geral da República tem poder suficiente para causar problemas a ele e, consequentemente, a nós. Porque quanto maiores e mais sólidos forem os indícios de obstrução de Justiça e de organização criminosa da necessária denúncia também será o custo cobrado pelos nobres parlamentares para livrarem-no da forca. O fato dela apresentar muitas pontas soltas significa desconto no preço a ser pago, mas não leva à gratuidade.
Mesmo que o Palácio do Planalto não tenha dinheiro para emendas ou cargos disponíveis a fim de oferecer aos deputados federais que salvarem o excelentíssimo pescoço da guilhotina (ele ainda está pagando a fatura da última sacanagem), ainda assim poderá oferecer apoio para mudanças de leis, regras e normas, reduzindo a proteção dos trabalhadores, das populações mais vulneráveis e mesmo do futuro das próximas gerações.
Já na rejeição da primeira denúncia, houve o perdão bilionário de dívidas previdenciárias para ruralistas e o apoio tanto para mudanças nas garantias dos povos tradicionais a seus territórios quanto para o relaxamento da proteção ambiental, por exemplo. Muita coisa ainda pode ser entregue. Afinal, o Brasil é um país grande.
Mais perdão de juros e multas relacionados a dívidas públicas, o que interessa a congressistas caloteiros e empresários com problemas financeiros, é um exemplo que nos custará várias dezenas de bilhões de reais. Mas há outros mais desconhecidos, como o apoio aos projetos de lei que tentam reduzir o conceito de escravidão contemporânea, diminuindo a possibilidade de punição de empregadores e de resgate de trabalhadores, defendido tanto pela bancada ruralista como por outros grupos econômicos. Ou a Reforma Trabalhista Rural, cujo projeto original foi tachado de ''legalização da servidão'', dado o tamanho do retrocesso e está provisoriamente congelada. Ou mesmo aberrações como as propostas que visam a dificultar o aborto legal nos casos já previstos em lei, como estupro, que é um dos xodós da bancada do fundamentalismo religioso. Isso sem contar os grupos de pressão do capital, que seguem atuando por mais formas de desregulamentação do trabalho e pela manutenção da desigualdade tributária – que sobretaxa o consumo dos mais pobres para deixar intocada a renda dos mais ricos.
Por essas e por outras, repito o que já escrevi aqui nesta semana. Há um homem que pode nos salvar e ele se chama Geddel Vieira Lima. Porque há limite para tudo nessa vida, mesmo para o comércio a céu aberto na Câmara dos Deputados. E esse limite viria com provas apresentadas pelo ''querido amigo'' de Temer que tornasse impossível aos deputados manterem o tomaladacá pronográfico em ano pré-eleitoral.
Quanto tempo Geddel Vieira Lima vai aguentar de bico calado na cadeia antes de começar a entregar os companheiros do ''Quadrilhão do PMDB'' que ainda estão soltos em nome de um acordo?
Após a Polícia Federal descobrir o apartamento em Salvador com R$ 51 milhões em caixas e malas, no que pode ser parte do ''Fundo de Aposentadoria'' do núcleo do fisiologismo nacional, ele foi preso. Em julho, quando passou algum tempo na Papuda, Geddel chorou diante do juiz que o manteve sob prisão preventiva apenas três dias após ter chegado. Não importa se as lágrimas foram sinceras ou não, isso é indício de que ele não está disposto a amargar uma longa temporada em cana como Eduardo Cunha ou Henrique Eduardo Alves, outros membros do suposto esquema.
Qualquer morsa com problemas de cognição sabe que qualquer um dos três tem munição suficiente para derrubar a República pelo menos por duas vezes. Se o medo de Geddel fermentar mais do que os restos de comida usados para fazer Maria-Louca (a pinga da cadeia) e ele resolver soltar o gogó e a oferta for aceita pelos procuradores, o governo Temer pode não sobreviver na Câmara. Afinal de contas, ao final do dia, o que conta é a própria sobrevivência.
Temer não foi colocado onde está por conta de sua capacidade de proferir oportunas mesóclises e poemas de qualidade duvidosa. Mas pela expectativa de parte da classe política de que ele, de algum forma, consiga impor um freio à operação Lava Jato. E pela expectativa de Patos Amarelos de que seu governo reduza o tamanho do Estado e aumente a competitividade, passando por cima da qualidade de vida dos brasileiros se necessário for. O que significa impor tetos ao crescimento do investimento em educação e saúde, defenestrar direitos trabalhistas e enfiar goela abaixo mudanças na aposentadoria que ferram com a vida de quem já foi ferrado pela vida.
Estranha conjuntura essa em que Geddel Vieira Lima tem o poder de evitar mais uma catástrofe no país.

 Fonte: Blog do Sakamoto

Foto: Sergio Lima - Poder 360

Cármen Lúcia bate em Janot: “Atuação desastrada”

Rodrigo Janot teve uma vitória diante das câmeras, quando o Supremo rejeitou, por unanimidade, o pedido de Michel Temer para declará-lo suspeito. No mesmo dia, porém, recebeu um recado duríssimo. Presidente do STF, Cármen Lúcia chamou o subprocurador-geral, Nicolao Dino, para uma conversa reservada. Disse a ele que o tribunal considerava a atuação de Janot desastrada, avisou que o desconforto era grande e que a corte havia cansado de sobressaltos.
A Dino, Cármen Lúcia explicitou que havia forte rejeição no Supremo à forma como Janot apresentou ao país o áudio que implodiu a delação de Joesley Batista. Ela se referia ao fato de o procurador-geral ter dito que o diálogo insinuava o envolvimento de um membro da corte em ilicitudes.

Robson Pires

Pergunta que vale R$ 51 mi: Quanto tempo Geddel leva para entregar Temer?

José Dirceu se mantém calado e promete ficar assim até o túmulo porque acredita ter uma causa. Antônio Palocci precisou de um ano para mostrar que entrega a mãe se necessário for – se trouxer provas a tudo o que diz saber, produzirá um belo rebosteio no PT, no sistema financeiro e em outras grandes empresas. Eduardo Cunha, após algumas semanas de xilindró, mandou perguntas escritas a Temer como parte de sua defesa no estilo ''eu sei o que fez no verão passado porque eu estava lá passando protetor solar em você''.
A pergunta que vale R$ 51 milhões agora é: quanto tempo Geddel Vieira Lima vai aguentar de bico calado na cadeia antes de começar a entregar os companheiros do ''Quadrilhão do PMDB'' que ainda estão soltos em nome de um acordo?
Após a Polícia Federal estourar a boca, quer dizer, descobrir o apartamento em Salvador que continha o que pode ser parte do ''fundo de aposentadoria'' do núcleo do fisiologismo nacional, ele foi preso. Vale lembrar que, em julho, última ocasião em que passou pela Papuda, Geddel chorou diante do juiz que o manteve sob prisão preventiva apenas três dias após ter chegado.
Três dias. Tempo insuficiente até para assistir aos episódios atrasados de Game of Thrones ou Black Mirror. Não importa se as lágrimas foram sinceras ou não, isso é indício de que ele não está disposto a amargar uma longa temporada em cana.
Claro que sou contra a perversão do instrumento que ficou conhecido como ''delação premiada''. Pessoas têm sido condenadas em praça pública com base em confissões de criminosos que querem salvar a si próprios, sem a preocupação de que os fatos sejam verdadeiros.
Feito a ressalva e considerando que o governo Michel Temer está naufragando pelo peso da corrupção que ele mesmo trouxe à luz do dia, acho que isso tem potencial para passar a limpo décadas de relações políticas. Porque uma delação de Geddel, que apoiou governos do PSDB, PT e PMDB, apenas não seria melhor do que uma delação do próprio Temer.
Os defensores da colaboração premiada apontam políticos como os únicos chefes de quadrilha, o que não é verdade. Empresários moldaram o Estado de acordo com suas necessidades, comprando e vendendo quem fosse preciso, sangrando os cofres públicos, escrevendo e aprovando leis que os beneficiavam.
Portanto, os membros do ''Quadrilhão do PMDB'' deveriam delatar os grandes empresários e os representantes do mercado, do agronegócio ao sistema financeiro, das indústrias ao comércio, de quem constrói estradas até as histórias do porto de Santos. Isso seria o empurrão que falta para uma Reforma Política real (e não o simulacro apresentado) e uma Reforma Tributária com justiça social.
De cara, também envolveria nomes importantes do tucanato, do qual também foi aliado. Baseado nas informações que traria, seria praticamente impossível a Justiça continuar se esquivando de dar o mesmo tratamento ao PSDB que tem conferido a outros partidos envolvidos em corrupção. Correligionário de Aécio dizem que ele dificilmente iria preso porque, sob uma (improvável) ameaça real de sentir o gosto de uma quentinha, diria tudo o que os investigadores querem saber. Mas, além do foro especial, sempre tem um Supremo à disposição.
Geddel deveria se inspirar no exemplo do doleiro Lúcio Funaro, outro membro do ''Quadrilhão'', que, em sua colaboração, contou que o então vice-presidente Michel Temer tramava ''diariamente'' a deposição de Dilma Rousseff com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Nada que ninguém não soubesse, mas vindo de dentro tem sempre mais força para quem ainda não entendeu o que aconteceu e precisa que tudo seja desenhado.
Você pode achar que Dilma Rousseff faz um péssimo mandato e é uma das responsáveis pela terrível situação econômica do país, como eu acho. E pode ser contra ou a favor do impeachment, o que pouco importa para o debate deste post.
Mas se acompanha a política nacional sabe que a articulação conduzida pelo vice Michel Temer para a destituição da presidente do seu cargo, com a ajuda de Eduardo Cunha e do que há de mais bizarro no Congresso Nacional, teve rabo, orelha e focinho de conspiração. Afinal, um vice deveria ficar no seu canto, como fez Itamar Franco na época de Collor, e esperar, em silêncio, o desfecho. E não trabalhar abertamente para ficar com o Palácio do Planalto, prometendo mundos e fundos a políticos e empresários.
Aliás, Lúcio Funaro afirmou também em sua delação, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal, que Michel Temer dividiu propina recebida da Odebrecht com Geddel Vieira Lima.
Por isso, gostaria de falar agora com Geddel: Meu caro, você está preso. Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco, não. Você terá que trocar o uísque por Maria-Louca. E não vai rolar mais delivery de pizza gourmet, apenas jumbo. Enquanto eles aproveitarão praia, você ficará curtindo um banho de sol. Pensa bem, eles valem a pena?
Delata tudo, Geddel.
Fonte: blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br

Urgente: Eles estão decapitando crianças

Assine Agora

Quase ninguém tinha ouvido falar de Ruanda até 800 mil pessoas serem mortas. E agora, em Mianmar, o povo Rohingya está sendo massacrado – até mesmo crianças estão sendo decapitadas. É chocante: O exército, por trás dos assassinatos, é apoiado por países como Reino Unido, Alemanha e Itália. Vamos exigir que esses governos retirem o apoio a essas tropas assassinas para ajudar a acabar com a matança!

Queridos amigos e amigas,

Quase ninguém tinha ouvido falar de Ruanda até que 800 mil pessoas foram mortas. Agora, em Mianmar, a comunidade Rohingya está sendo caçada por grupos de soldados sedentos por sangue.
É doentio. Eles estão decapitando até mesmo as crianças.
 
Mas veja que loucura: o exército por trás desse massacre é apoiado por países como o Reino Unido, Alemanha e Itália! 

Os generais de Mianmar passaram anos construindo essas alianças. Vamos exigir que estes governos retirem seu apoio até que o massacre acabe. Quando nossa pressão for enorme, colocaremos anúncios na imprensa focados em líderes importantes antes de um grande encontro da cúpula de governos que acontecerá daqui a alguns dias! 


Governos de todo o mundo fizeram acordos com o exército de Mianmar, na esperança de evitar massacres como estamos vendo agora. Está claro que essa estratégia falhou, mas eles terão uma influência enorme se cortarem os laços com esses matadores!

Os rohingyas são uma comunidade muito pobre a quem é negada a cidadania de Mianmar. Eles são perseguidos há anos devido à sua pele mais escura e religião diferente. Alguns até pegaram em armas e atacaram as forças de segurança. Mas o que está acontecendo agora é uma limpeza étnica e é a pior crise que os rohingyas já enfrentaram. Assine agora e compartilhe em todos os lugares! 


Nós ajudamos os rohingyas antes -- quando milhares fugiram de um ataque e ficaram presos no mar, nossa comunidade global doou para apoiar missões de resgate para salvá-los. Agora eles precisam de ajuda novamente. Mais do que nunca. Vamos aumentar a pressão e evitar que isso se transforme em outra Ruanda. 

Com esperança,

Bert, Rewan, Ana Sofia, Danny, Ricken e todo o time da Avaaz. 

Mais informações:

Rohingyas: o povo muçulmano que o mundo esqueceu (BBC)

Perseguida em Mianmar, minoria islâmica foge de violência militar (Folha)

Êxodo de 60 mil rohingyas de Mianmar provoca alerta de catástrofe humanitária (O Globo)

Massacre contra rohingyas em Mianmar pode ser "limpeza étnica", diz ONU (UOL)



A Avaaz é uma rede de campanhas global de 44 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ouTwitter.

Você se tornou membro do movimento Avaaz e começou a receber estes emails quando assinou a campanha "Community Petitions Site" no dia 2016-04-19 usando o seguinte endereço de email: eduagreste2014@gmail.com.
Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se.

Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

Fonte: 


Bert Wander - Avaaz