SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!

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Enquanto Houver Razões Eu Não Vou Desistir

domingo, 23 de julho de 2017

#02A - Dia Nacional de Luta e Paralisações em defesa das instituições de ensino públicas, e por abertura de negociações de nossa pauta

 Cortes no orçamento e investimento das instituições de ensino públicas geram insegurança na comunidade acadêmica.
A FASUBRA Sindical convoca todos as entidades sindicais filiadas representantes dos trabalhadores técnico-administrativos em educação a paralisar as atividades no Dia Nacional de Luta em defesa das instituições de ensino públicas, e por abertura de negociações, 02 de agosto. Também será desenvolvida pressão sobre os parlamentares nos aeroportos em 01 de agosto, como parte do processo de pressão e de construção de manifestações que se desenvolverão em 02 de agosto.

Em conformidade com as estratégias definidas pela categoria em nossa última plenária, a Direção Nacional da Fasubra antecipou em 1 dia a data aprovada na Plenária Nacional realizada em julho. As manifestações e a paralisação somam com a pressão sobre o Congresso Nacional,  no dia da apreciação pelo Plenário da Câmara de novas denúncias contra Temer, formuladas pela Procuradoria Geral da República (PGR), que podem resultar no afastamento de Temer da presidência.

A data será marcada por paralisações em todo o país. A FASUBRA orienta aos sindicatos que mobilizem a Categoria, realizando ações nas reitorias, para pressionar a administração superior em defesa das instituições e por negociação.

A Federação tem denunciado o corte orçamentário praticado pelo atual governo e o sucateamento das instituições de ensino públicas. A medida agravada pela sanção da Emenda Constitucional (EC) nº 95 de 2016, que reduz o investimento em políticas públicas pelos próximos 20 anos, inviabiliza o funcionamento das universidades.

Os cortes no orçamento e investimento geram insegurança na comunidade acadêmica. Em 2017 o custeio das universidades foi reduzido significativamente, comprometendo a expansão, consolidação e funcionamento das IFES, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

O contingenciamento para custeio das universidades foi de 30%, para manter serviços essenciais como a limpeza e segurança, ocasionando a demissão de trabalhadores terceirizados. O aumento de casos de estupro nos campi também preocupa trabalhadores e estudantes.

A falta de pagamento de contas de energia e água, sucateamento dos hospitais universitários devido a falta de materiais, medicamentos, leitos e quadro de pessoal, são problemas sérios, sem previsão de solução por parte do governo.

Em audiência pública no dia 13 de julho, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, FASUBRA, Andifes e CONIF apresentaram dados alarmantes, que colocam em risco o funcionamento das instituições federais de ensino público. De acordo com a Federação, os recursos para o ensino privado permanecem em detrimento do contingenciamento do ensino público.

Diante das tentativas de abertura de diálogo pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), a qual a FASUBRA participa, o governo tem se calado . A pauta da Campanha Salarial para 2018, protocolada em fevereiro no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) continua sem resposta, mesmo diante de vários ofícios enviados solicitando abertura de negociação.

Em 37 anos de existência da FASUBRA Sindical, somente a luta levou à conquista por melhores condições de trabalho, salário, reconhecimento dos trabalhadores técnico-administrativos em educação, reconhecidos internacionalmente. “Isso é conquista da Categoria, e hoje não é diferente. A luta em conjunto com as demais entidades do serviço público por uma educação pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada e por salários dignos é necessária” .

Em defesa das instituições de ensino públicas!
Por abertura de negociações, já!
Fora Temer!
Direção Nacional FASUBRA Sindical

O ódio nosso de cada dia



De vez em quando fascistas covardes (desculpem o pleonasmo) defecam na caixa de comentários aqui do meu blog todo seu ódio e frustração, recheados com ataques de cunho pessoal, sempre anonimante como todo covarde fascista (epa!). Eles devem achar que por causa disso eu vou derreter ou ter um colapso nervoso.

O problema dos fascistas covardes (ops!) é que eles medem os outros pela sua própria personalidade degenerada e, portanto, sonham que vomitando publicamente o lixo que tem no cérebro, o qual foi certamente passado a eles por seus familiares igualmente podres, vão conseguir algo além de mostrarem do que são realmente feitos.

De minha parte, reforço: quando quiserem ofender realmente, comecem a me elogiar. Porque da escória humana que hoje tomou conta do nosso país e fez sair dos esgotos esse exército de dementes frustrados eu só quero vaias e xingamentos mesmo.

Por André Lux

Frente ampla pelas Diretas: Paraíba recebeu ato político-cultural

 Fotos: CUT/PB



Entre os participantes do Comício estavam os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Lindeberg Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e João Capiberibe (PSB-AP), as Deputadas Federais, Janete Capibaribe (PSB-AP) e Luciana Santos (PCdoB-PE), juntamente com o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, o Presidente da CTB, Marcos Santos e o presidente do PSB municipal, Ronaldo Barbosa.

Na manhã da sexta-feira, os parlamentares participaram de entrevista coletiva. Durante a entrevista os senadores lembraram da trajetória de resistências que o país já enfrentou e reforçaram a importância da luta em defesa de Eleições Diretas Já. 

Na ocasião o senador João Capiberibe (PSB-AP) afirmou que a Frente Ampla pelas Diretas Já quer levantar o astral do povo brasileiro. " Nós desejamos fortalecer a esperança da população brasileira para que ela possa enxergar uma luz no fim do túnel e dê um basta no que o país está vivendo. Estamos mergulhados numa crise de representação política, levada pela má representação, que levou ao descredito, a política brasileira. Minha esperança é que, a partir desse entendimento, o povo se conscientize que é o único, capaz de construir uma saída", avaliou.

Segundo ele, para o drama que o país vem passando, só existe uma solução. " A sociedade tem que exigir com muita força uma mudança de rumo e que o Congresso Nacional, ouça os anseios do povo e vote a PEC das Diretas Já para que a gente possa fazer novas eleições", ressaltou.


Do Portal Vermelho com informações da CUT-PB
Adaptação> Eduardo Vasconcelos

O país no necrotério

Dez por cento dos homicídios do planeta ocorrem no Brasil, que é também campeão mundial na categoria em números absolutos: de 2011 a 2015, matou-se mais aqui que, no mesmo período, na Guerra da Síria: 278 mil e 839 contra 256 mil e 124. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O tema não consta da agenda política do país, não obstante versar sobre o bem maior da existência, que é ela própria. Nenhum tema pode se sobrepor ao da preservação física da população. E, no entanto, vários se sobrepõem. Basta consultar os discursos do Parlamento e as propostas de lei que lá tramitam.
Há uma guerra civil em curso, mas as tais instituições – que os políticos garantem estar funcionando – não a enxergam.
Dados do Mapa da Violência referentes a 2014 (os últimos atualizados daquela fonte) registram 59 mil e 627 pessoas assassinadas, contra 48 mil e 909 no ano anterior.
Fonte: ROBSON PIRES

Troca-troca para salvar Temer desfigura CCJ da Câmara

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O festival de mudanças promovido pelos partidos aliados do presidente Michel Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara vai colocar nas mãos de novatos a análise de vários projetos até então relatados por parlamentares com longa tradição na comissão.
Ao todo, a CCJ registrou 15 movimentações ao longo das últimas semanas em uma operação para tentar salvar o mandato de Temer.
O governo colocou na comissão deputados para barrar o parecer que indicava a aceitação da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente, sob acusação de corrupção passiva.
Robson Pires

sábado, 22 de julho de 2017

Salvação de Temer custará R$ 300 bilhões aos brasileiros


A salvação de Temer, acusado de corrupção, além dos prejuízos políticos para o país, tem um custo econômico altíssimo. Os R$ 11 bilhões em aumento de impostos anunciados essa semana já são reflexos do uso indevido e irresponsável da máquina pública que Temer faz para comprar votos na Câmara e tentar se salvar.

A estimativa inicial que se faz, por baixo, é que o valor que está em jogo chega próximo aos R$ 300 bilhões. Isso mesmo, R$ 300 bilhões! E essa quantia pode ser ainda maior até o dia 2 de agosto, data da votação.

Primeiro foram os 2 bilhões em emendas para comprar votos na Câmara. Depois, a sanção da lei que regulariza terras públicas ocupadas ilegalmente por grandes fazendeiros na Amazônia, em atendimento à bancada ruralista. Segundo cálculo da ONG Imazon, isso representa uma perda de pelo menos R$ 19 bilhões de patrimônio público.

Nos últimos dias, como já mencionado, veio o aumento dos impostos. E agora, o governo se debruça sobre a proposta que prevê R$ 220 bilhões em perdão de dívidas (Refis) para os grandes sonegadores do país, incluindo muitos parlamentares que são donos de empresas. Esse instrumento certamente será usado como moeda de troca para que Temer dê continuidade ao seu plano de compra de votos.

Além disso, no pacote de Temer, há também a MP do Funrural, que soma mais R$ 26 bilhões, e a promessa para acelerar a tramitação do projeto que libera a venda de terras para o capital estrangeiro no Brasil, atendendo a mais uma demanda da bancara ruralista no Congresso.

Apenas nesta operação, para se salvar, adiar sua prisão e de seus assessores próximos, como Moreira Franco e Eliseu Padilha, Michel Temer está repassando uma conta para o país de quase R$ 300 bilhões, valor correspondente a cerca de 10 anos de Bolsa Família.

Certos da impunidade, um dos vice-líderes do governo Temer na Câmara chegou a afirmar que o Palácio do Planalto será generoso com os deputados “fiéis” por meio “instrumentos orçamentários” e manutenção de apadrinhados políticos.

Flagrado negociando a compra do silêncio de Eduardo Cunha na cadeia, indicando Rodrigo Rocha Loures para receber malas de propinas da JBS e denunciado por corrupção passiva, Temer, em suas últimas jogadas, indica a continuidade de suas práticas criminosas.

Há cerca de 15 dias, juntamente com os deputados Wadih Damous, Paulo Teixeira e Henrique Fontana, apresentei denúncia à Procuradoria Geral da República sobre o uso do cargo de presidente da República por Michel Temer para compra de votos contra a acusação de corrupção de que é alvo. Certamente, a sociedade brasileira aguarda uma manifestação da PGR sobre esses episódios antes da votação.

A democracia brasileira foi comprada pela turma de Temer sob o silêncio do sistema de Justiça do país. Será que eles irão calar novamente?

Paulo Pimenta, Deputado Federal do PT-RS

Meirelles dorme durante discurso de Temer no Mercosul


Jornal GGN - O ministro da Fazenda Henrique Meirelles dormiu nesta sexta-feira (21) durante um discurso de Michel Temer na Cúpula do Mercosul, que ocorre em Mendoza, na Argentina.
As cochiladas aconteceram enquanto Temer falava sobre economia e demonstrava preocupação com a situação da Venezuela.

Não vamos desistir do Brasil!

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É muito importante que a população possa acompanhar o desempenho do seu representante político, principalmente nesse momento de grande crise política em que o país atravessa, de tanta insegurança e angústia. Além dos escândalos protagonizados pelos maus políticos, tem- se ainda dois polêmicos temas em evidência, as reformas trabalhista e previdenciária, que com certeza precisam ser feitas para que o Brasil saia do abismo, mas necessitam ainda de serem discutidas em todas as camadas da sociedade, para que direitos e deveres sejam para todos e não só para alguns. Isto quer dizer que representantes da sociedade civil organizada, como também dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) precisam estar inseridos com obrigações e garantias por iguais.
O país tem 14 milhões de desempregados, a lei trabalhista é dos anos 1940, os países estão atualizando suas legislações e há pontos que precisam mesmo de mudança. A proposta do governo tem defeitos, mas esta também é uma agenda do país. O foco de qualquer discussão no Brasil tem que ser como proteger os que estão mais vulneráveis: no desemprego, no emprego informal ou nas mais variadas formas de trabalho precário. Mas estes, pelas próprias circunstâncias, são os verdadeiros invisíveis. Essas reformas melhoraria a vida deles? Mas o problema é que eles não aparecem no debate dos que dizem defender os trabalhadores.
A situação política é extremamente complexa. Como um governo tão contestado, e tão impopular, pode fazer andar uma proposta de reforma em leis trabalhistas ou previdenciárias? É difícil mesmo. Por outro lado, essa é uma agenda que o Brasil terá que enfrentar em algum momento. A Previdência tem um enorme déficit, e negar a existência do rombo não vai reduzi-lo. As leis trabalhistas não estimulam a criação de empregos, não criam parâmetros para as novas profissões, não dão espaço para arranjos mais flexíveis entre empregador e empregado e ainda estimulam os contenciosos judiciais entre os dois lados. Mas diante de tanta crise, somos um povo esperançoso e guerreiro, por isso não iremos desistir do nosso Brasil!
Por Ricardo Costa

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Até preso, Eduardo Cunha é um dos beneficiados pelo pacote de bondades de Temer


Preso preventivamente em outubro de 2016 e condenado em março deste ano a 15 anos e 4 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o ex-deputado Eduardo Cunha teve sete emendas parlamentares pagas nos últimos cinco meses pelo governo de Michel Temer.

Os valores que chamam mais atenção foram desembolsados pela União no início de junho, já no meio da crise política enfrentada pela gestão Temer após a divulgação da investigação baseada nas delações dos executivos do Grupo JBS. Ao todo, foram três emendas de Cunha neste período, que somaram R$ 1.671,5 milhão: no dia 1º, R$ 928,4 mil para Seropédica e, no dia 2, R$ 500 mil para Cachoeiras de Macacu e R$ 243,1 mil para Engenheiro Paulo de Frontin, todas no Rio de Janeiro, estado do ex-deputado. O dinheiro foi destinado à “estruturação da rede de atenção básica de saúde” dos municípios.
Ao todo, foram três emendas de Cunha neste período, que somaram R$ 1.671,5 milhão.
As emendas de Cunha entraram no meio de um pacote de bondades que aconteceu após a intensificação da crise política em Brasília. Ao todo, em junho, foram desembolsados R$ 507,4 milhões de restos a pagar pendentes dos anos anteriores para todos os deputados, pouco mais de um terço dos R$ 1,5 bilhão que foram liberados também de restos a pagar nos primeiros seis meses deste ano. Os dados foram dados levantados por The Intercept Brasil no Portal Siga Brasil, de acompanhamento da execução orçamentária.
As emendas foram empenhadas em 2016 e entraram nos chamados restos a pagar.
A liberação do recurso das emendas elaboradas por um deputado preso acontece porque o governo pode prometer o recurso (empenhar), mas só executar o pagamento em outro, quando o serviço já foi prestado. No caso de Cunha, as emendas foram empenhadas em 2016 e entraram nos chamados restos a pagar, que são exatamente os valores referentes aos anos anteriores. A demora para a liberação pode causar transtornos nos municípios, já que os contratados já entregaram seus trabalhos.

No início deste ano, outras quatro emendas de Cunha, de valores bem menores, já haviam sido pagas pelo governo. Em 9 de fevereiro, R$ 16.497 para a cidade de Belford Roxo; R$ 12,4 mil para Guapimirim; e R$ 45,4 mil para Itaboraí. Em 15 de março, R$ 17.022 para Barra Mansa. O dinheiro foi voltado para ações nas áreas de urbanismo e saúde.

Após garantir uma vitória artificial na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na quinta (13), derrotando o relatório de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) que recomendava o prosseguimento da denúncia de corrupção contra Temer, deputados da oposição acusaram o governo de comprar deputados por intermédio de liberação de emendas e distribuição de cargos a aliados. Revoltado com a retirada de seu nome por um nome pró-Temer, o deputado Delegado Waldir (PR/GO) esbravejou na CCJ chamando as trocas de “barganha” feitas por uma “organização criminosa que quer se manter no poder”.

Maior valor foi para cidade de antigo aliado
As emendas parlamentares individuais são dotações inseridas no Orçamento da União que abastecem os redutos eleitorais dos congressistas com recursos para obras e ações em saúde e educação, entre outras – inclusive o desvio para outros fins. Em ano eleitoral ou pré-eleitoral, a preocupação dos políticos com recursos se acentua. É rotineiro em Brasília, em pleno recesso parlamentar, deputados serem vistos peregrinando por ministérios na tentativa de liberar o restante dos recursos para irrigar suas bases.

RIO DE JANEIRO,RJ,07.06.2017:VOTAÇÃO-PROJETO-PRIORIZA-TRAMITAÇÃO-PROCESSOS-IGREJAS-TEMPLOS-ALERJ - Deputado Fabio Silva (PMDB) durante sessão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (RJ), nesta quarta-feira (7), para votação de projeto que prioriza tramitação de processos com igrejas e templos. Ainda que aprovado, o projeto precisa passar por nova votação na Alerj antes de ir à sanção do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). . (Foto: jose lucena/Futura Press/Folhapress)
O Deputado Estadual Fabio Silva (PMDB), ligado a Cunha, tem sua base política em Seropédica (RJ), cidade
que recebeu emenda de mais de R$ 900 mil de ex-parlamentar preso.
Foto: Jose lucena/Futura Press/Folhapress
No caso de Cunha, a emenda de maior valor que foi paga este ano (R$ 928,4 mil) foi para a cidade de Seropédica, na Baixada Fluminense, por exemplo, não à toa. O município é reduto do deputado estadual Fábio Silva (PMDB/RJ) que, no ano passado, tentou sem sucesso a candidatura a prefeito.

Fábio é um aliado histórico do ex-deputado e chegou a empregar em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio Altair Alves Pinto, apontado como uma espécie de “faz tudo” de Cunha. Altair teve o seu apartamento vasculhado pela Polícia Federal em maio, como parte das investigações decorrentes da delação de Joesley Batista, da JBS. O executivo apontou Altair como sendo o homem que recebia o dinheiro para o ex-presidente da Câmara.

Emendas impositivas foram tramadas por Cunha
Tendo os recursos liberados agora, mesmo preso, Cunha foi um dos principais articuladores da implementação das emendas impositivas, quando presidia a Câmara dos Deputados, em 2015. Naquela época, o peemedebista era desafeto e inimigo declarado do Palácio do Planalto, ocupado pela então presidente Dilma Rousseff.

Com articulação de Cunha, o Congresso aprovou a obrigatoriedade do empenho de emendas parlamentares até o limite de 1,2% da receita corrente líquida, incluindo custeio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com o orçamento impositivo valendo, o Executivo se vê obrigado a liberar os repasses indicados por deputados e senadores, respeitada a capacidade de pagamento do governo e dos demais poderes.
O objetivo do congressista era evitar qualquer negociação com o Executivo, garantindo a execução.
No entanto, sem que as emendas tivessem um caráter impositivo, o empenho dos recursos dependeria de negociação política dos interessados com o Executivo, barreira que Cunha desejava superar a todo custo. O objetivo do congressista era evitar qualquer negociação com o Executivo, garantindo a execução.

A execução obrigatória, no entanto, deixou uma brecha para a barganha política: o pagamento efetivo pode ser postergado. Problemas burocráticos, como a falta de documentação correta dos entes beneficiados, também pode resultar num atraso na liberação dos valores.

O portal Siga Brasil confirmou que foi liberado um grande volume de recursos de emendas do ex-deputado Eduardo Cunha em junho de 2017, mas explicou que não existe prazo determinado para que o governo pague as emendas empenhadas.

George Marques, Ruben Berta
No The Intercept

Professor diz que “homossexualismo” é “aberração” e é afastado

Aluno do Centro Universitário de João Pessoa (PB) denuncia, em suas redes sociais, declarações homofóbicas de docente, feitas durante aula do curso de Direito. Ele chegou a afirmar que “homossexualismo” é “perversão sexual”
Da Redação*
Depois de declarar, durante uma aula, que “homossexualismo” é “perversão sexual” e “aberração”, um professor universitário de 80 anos foi afastado de suas funções em um estabelecimento de ensino privado, em João Pessoa, na Paraíba. O desligamento foi divulgado pela direção do Unipê (Centro Universitário de João Pessoa), um dia depois da denúncia feita pelo aluno Diógenes Dantas, em suas redes sociais. Em menos de 24 horas, a postagem havia obtido mais de 1.600 compartilhamentos.
Segundo o estudante, em uma aula de medicina legal do curso de Direito, que abordava perversões sexuais, o professor Alírio Batista “reduziu a dignidade de integrantes do grupo LGBTQ+ ao adjetivo aberração”. Dantas continuou o relato, dizendo que, por várias vezes, o professor usou o termo homossexualismo, quando deveria ser homossexualidade. O termo homossexualismo é mal visto pelos movimentos de defesa de direitos humanos por remeter à época em que a homossexualidade era vista como uma doença pela sociedade.
“No final da aula pedi a devida licença para um adendo, informando respeitosamente que a aula ministrada estava atrasada em pelo menos 20 anos, uma vez que a homossexualidade (termo correto) não era considerada uma doença há muito tempo, sendo, inclusive, retirada da lista de doenças da OMS. Em resposta, o professor reiterou que continuaria a propagar o seu posicionamento, pois a matéria, de acordo com Batista, sustentava ser uma aberração”, finalizou Dantas em seu texto.
Batista, também pelas redes sociais, tentou se defender e disse que não manifestou “qualquer opinião de cunho pessoal sobre o tema, que viesse a justificar alguns adjetivos criados por terceiros, a exemplo de homofóbico”. O professor encerra seu posto pedindo desculpas a quem possa ter ofendido.
*Com informações do UOL
Foto: Paulo Pinto (Fotos Públicas)
Matéria vinculada em 30 de junho de 2017

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Morre Marco Aurélio Garcia


Assessor especial para assuntos internacionais dos governos Lula e Dilma foi importante líder na elaboração e execução da política externa do país

Marco Aurélio Garcia, ex-assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta eleita Dilma Rousseff morreu nesta quinta-feira (20), aos 76 anos, vítima de um infarto.

Atuante no Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação no colégio Sion, Garcia era professor aposentado do Departamento de História do IFCH da Unicamp e historicamente vinculado à esquerda. Ele foi um importante líder na construção e execução da política externa brasileira durante o governo de Lula, além de ser um dos grandes apoiadores do Brics e do fortalecimento das relações Sul-Sul.

Nasceu em Porto Alegre e atuou no movimento estudantil de esquerda. Foi vice-presidente da UNE nos anos 60 e vereador na capita gaúcha. Nos anos 70 viveu na França e no Chile, voltando em 1979 e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores.

Foi Secretário de Cultura nos municípios de Campinas (1989-1990) e São Paulo (2001-2002), e Vice-Presidente do PT de outubro de 2005 a fevereiro de 2010. Nas eleições de 1994, 998 e 2006 coordenou o Programa de Governo do Presidente Lula, e também o Programa de Governo da Presidenta Dilma Rousseff na eleição de 2010.

Em 1990, como Secretário de Relações Internacionais do PT, foi um dos organizadores e fundadores do Foro de São Paulo, que reúne a esquerda da América Latina e Caribe.

Formou-se em Filosofia e Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e foi pós-graduado na Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais de Paris. Além da Unicamp, também foi professor na Universidade do Chile, na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, e nas Universidades Paris VIII e Paris X, na França.

Fez uma de suas últimas análises críticas da conjuntura nacional e internacional para a Agência PT de Notícias, sobre o fracasso do governo golpista, comentando também que o golpe trará mais efeitos negativos para o Brasil.



Meu amigo querido, Marco Aurélio Garcia

A morte do professor Marco Aurélio Garcia, meu amigo querido, é extremamente dolorosa. Desfrutei pela última vez de sua companhia há três semana. Conversamos sobre a vida e os momentos terríveis que o país atravessa.

Hoje é um dia de dor para todos nós, que compartilhamos com ele seus muitos sonhos, histórias e lutas. Era um amigo querido, de humor fino e contagiante, sempre generoso e cheio de ideias, dono de uma mente arguta e brilhante.

Meus sentimentos ao filho Leon, ao neto adorado Benjamin, aos familiares e todos os seus amigos.

É muito duro saber que não terei mais sua companhia, nem o prazer de ouvir sua poderosa gargalhada.

Um dia terrível para quem luta por um mundo melhor, com justiça social. Um dia muito, muito triste.

Dilma Rousseff

Maquiavel alertou: Moro faz o mal aos poucos e acabará na fogueira que preparou para Lula

Moro não leu Maquiavel. Ou, se leu, não entendeu

Sérgio Moro ordenou o bloqueio de 10 milhões de reais de Lula. Deixou de fora uma camionete Ford F 1000, ano 1984.

Po quê? Apenas alegou “antiguidade do veículo, sem valor representativo”.

O Banco Central, porém, encontrou somente a quantia de R$ 606 mil em quatro contas no Banco do Brasil, Caixa e Itaú.

O carro tem um toque de sadismo, vingança e aleatoriedade que o juiz da Lava Jato não admite possuir.

Veja o critério para a condenação a nove anos e meio, que muitos atribuíram a uma schadenfreude com o defeito físico de Lula.

Questionado pelos advogados de Lula, Moro respondeu:  “Ora, dosimetria da pena não é matemática, conforme já decidiu o Egrégio Supremo Tribunal Federal”.

O sequestro dos bens ocorre um dia depois de Lula confirmar sua candidatura.

O pedido foi feito foi em 4 de outubro de 2016 pelos procuradores de Curitiba, que queriam o bloquear a bagatela de 195 milhões de reais (!?!).

Esse valor foi calculado pelos dallagnois através de um percentual de até 3% em cima dos contratos da OAS nos governos petistas. Conta de chegada. Chute. PowerPoint.

Moro se queixou das “tentativas de intimidação” dos defensores de Lula. Não deveria. Sua posição institucional é superior.

A equipe de Cristiano Zanin Martins faz seu papel. As duas partes não estão no mesmo patamar. Não são antagonistas.

Ou não deveriam ser.

Moro afirmou que não expediu mandado de prisão cautelar de Lula porque isso “não deixa de envolver certos traumas”.

Segundo ele, a “prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação” (ah, o passivo-agressivo).

Sua vontade, ao que tudo indica, era outra. Inconformado, resolveu fazer a maldade aos poucos.

É um erro para o qual Maquiavel alertou. “Quando você tiver de fazer algum mal a alguém, faça-o todo de uma só vez. A dor será intensa, mas apenas uma. Já o bem, faça-o em parcelas”, escreveu o florentino.

Moro tripudia sobre seu oponente a conta gotas e dá ração aos cachorros da extrema direita em sua aliança com a mídia.

Escreveu também Maquiavel: “O príncipe deve ser lento no crer e no agir, não se alarmar por si mesmo e proceder por forma equilibrada, com prudência e humanidade, buscando evitar que a excessiva confiança o torne incauto e a demasiada desconfiança o faça intolerável.”

Nenhum país suporta uma guerra empreendida por quem deveria oferecer equilíbrio e justiça. Os cidadãos — os normais — se cansam. Os tribunais superiores se constrangem.

Nosso Savonarola acabará na fogueira que preparou para o inimigo mortal. Mas, antes disso, destruirá mais um pouco do que resta do estado de direito no Brasil.


Kiko Nogueira
No DCM

Quase todas as capitais brasileiras terão atos em defesa de Lula nesta quinta-feira

Revista Forum
Estão marcadas em 18 capitais brasileiras e no Distrito Federal, nesta quinta-feira (20), atos e manifestações em defesa do ex-presidente Lula, por eleições diretas e contra o atual governo e as reformas que vem promovendo.
As manifestações são convocadas por partidos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais e inúmeras outras organizações que entendem ser ilegal a prisão do ex-presidente Lula e que sua condenação atentam contra a democracia.
Em São Paulo ato terá concentração às 17h em frente ao Masp, na avenida Paulista, e deve contar com a presença do próprio Lula e da ex-presidenta Dilma Rousseff.
Confira abaixo a programação completa.
http://www.revistaforum.com.br/2017/07/19/quase-todas-capitais-brasileiras-terao-atos-em-defesa-de-lula-nesta-quinta-feira/

Zenaide Maia participará da procissão de abertura da Festa de Santana de Caicó

A deputada federal Zenaide Maia participará da procissão de abertura da Festa de Santana de Caicó que acontecerá no próximo dia 20 de julho. Zenaide tem um carinho especial pelos caicoenses e inclusive estudou na sua juventude no município.
Como deputada ela já destinou diversas emendas para o município e inclusive esteve recentemente no município em visita ao campus do IFRN. Vários campus do Estado dividirão uma emenda de R$ 3 milhões através de uma emenda apresentada pela deputada seridoense.
Fonte: Robson Pires

Fim das coligações proporcionais

Foto: Google
Avança na Câmara dos Deputados a ideia de acabar com as coligações proporcionais é tornar a eleição para os cargos legislativos majoritária, vencendo os candidatos que conquistarem mais votos. A ideia já conta com apoio de expressiva maioria na Casa.

Robson Pires

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cresce mobilização contra extinção de universidade federal criada por Lula

As associações nacionais dos Pesquisadores e Professores de História das Américas (ANPHLAC) e de História (Anpuh), o Fórum Universitário Mercosul (FoMerco) e a Associação Brasileira de Hispanistas (ABH) divulgaram nota em defesa da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e em repúdio à emenda aditiva à Medida Provisória (MP) 785.  Apresentada pelo deputado federal Sergio Souza (PMDB-PR), a proposta tem o objetivo de transformar a Unila em Universidade Federal do Oeste do Paraná (UFOPR), voltada para o agronegócio em articulação com indústrias locais.

Para as entidades, a proposta tem como objetivo desmantelar o projeto original de criação da Unila e fere os princípios de autonomia da universidade que são garantidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e pela Constituição Federal.   

Sediada em Foz do Iguaçu, a Unila foi criada em 2010, durante o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e  tem como vocação promover ensino, pesquisa e extensão em prol do fortalecimento da integração latino-americana, com ênfase no Mercosul, por meio do conheci­mento humanístico, científico e tecnológico, e da cooperação solidária entre as instituições de ensino superior, organismos governamentais e internacionais. "A Unila oferece cursos em áreas de interesse mútuo dos países da América Latina, principalmente em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a integração regionais”, afirma a nota conjunta.

Ainda segundo o documento, em seus sete anos de existência, a Unila tem cumprido seu papel de integrar conhecimento e culturas por meio da produção de saberes pautados no latino-americanismo e no plurilinguismo com base na autonomia universitária. E é ainda importante caminho para maior aproximação entre o Brasil e seus vizinhos hispano-americanos.

Solidariedade

Uma petição pública em defesa da Unila, endereçada à Câmara, já tem mais de 12 mil assinaturas. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, em seu 62º congresso, encerrado no domingo (16), aprovou moção em repúdio à emenda aditiva de Sergio Souza.

"É grande a mobilização entre entidades de estudantes, inclusive na Argentina, e entre órgãos locais, como a prefeitura de Foz do Iguaçu, além de professores, reitores, parlamentares e representantes de diversos setores. Esse apoio é fundamental para pressionar a comissão mista que vai analisar o projeto e também para reforçar o caráter da Unila", disse o reitor Gustavo Oliveira Vieira.

De acordo com o reitor, a Unila é mal compreendida quando exerce um papel importante na geopolítica regional para o fortalecimento das relações e unidade latino-americana, além de ter se destacado pela qualidade do ensino e da pesquisa que produz. "Precisamos olhar para essa geopolítica na perspectiva regional, latino-americana, para além dos Estados Unidos e Europa. Além disso, é preciso consolidar a ideia de que a universidade e o conhecimento são pautados também pelo respeito às diferenças. Um país como o Brasil não pode ter universidades exatamente iguais. E o mais importante: não se faz integração sem solidariedade", destacou.

Audiência Pública

O deputado federal Aliel Machado (Rede-PR), titular da Comissão de Educação da Câmara, afirmou na tarde desta segunda-feira (17) que vai propor a convocação de audiência pública ou seminário para discutir com professores, estudantes, técnicos e a sociedade como um todo a proposta de Sérgio Souza.

"Esta proposta (de transformar a Unila) é muito preocupante. Não concordo com essa alteração que é extremamente prejudicial para o nosso estado pela função que a Unila desenvolve para o nosso estado e o Brasil, e nós não podemos retroceder. É um absurdo o que o governo de Michel Temer vem fazendo com a educação no nosso país", disse o parlamentar em vídeo veiculado em seu perfil nas redes sociais.

Machado espera aprovar a audiência pública já no retorno do recesso parlamentar. "Precisamos ouvir a comunidade universitária e todos aqueles envolvidos diretamente. Nada pode ser feito assim de uma hora para outra", disse.

O tema já está sendo tratado na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil (Andifes). Nesta semana, o reitor Gustavo Oliveira Vieira irá a Brasília se encontrar com dirigentes da entidade.

Nota UFPR

A emenda de Sergio Souza, que não foi discutida com a comunidade universitária, inclui a incorporação de dois campi da Universidade Federal do Paraná em Palotina e Toledo para a criação da UFOPR. No domingo, quando aumentava a mobilização em defesa da Unila por meio das redes sociais, a reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que também foi surpreendida, divulgou nota. Entre os aspectos destacados está a autonomia universitária.

Garantida pelo artigo 207 da Constituição Federal, a autonomia das universidades "é um valor que, sobretudo em tempos difíceis, deve ser cultivado pela comunidade interna e também por todos aqueles que apreciam a Universidade como lugar livre de conhecimento", diz o texto. "De nossa autonomia e de nossa liberdade de decidir sobre nossos rumos, jamais renunciaremos."

Fonte: Rede Barsil Atual
C/ ADURN