SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!

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Enquanto Houver Razões Eu Não Vou Desistir

domingo, 22 de outubro de 2017

ONTEM (21) CELEBRAMOS MISSA DE 10 ANOS DE SAUDADE DO NOSSO VOSSO PAI-EIDER XAVIER DE VASCONCELOS






Ontem (21) foi um momento de saudade, reflexão, aproximação e amor na missa de 10 anos do nosso saudoso pai, EIDER XAVIER DE VASCONCELOS, avô, bisavô, amigo e nosso simbolo de carinho, amor, camarada e paciente.

A missa aconteceu na Igreja SÃO PEDRO no bairro do Alecrim, Natal. Igreja inclusive onde fui batizado (madrinha e tia Geralda e Plácido - Im memória), ou seja para mim foi um momento de saudade, mas também um momento ímpar, pois estávamos reunidos praticamente toda a família, faltando apenas nosso irmão mais velho, Carlos Sérgio e família, lamentável, mas mesmo assim registro que foi especial.

Todos unidos e firme na certeza de da nossa união dando continuidade da família através de nós e em especial aos nossos filhos, sobrinhos, netos, primos/as, etc.

Foi linda a missa, celebrada pelo Padre Lopes! Ouve música para alegrarmos e refletirmos nossas ações!

Serviu também para propormos novos encontros entre família, fortalecendo cada vez mais os laços de família.

Agradeço a todos por esse momento único e dizer que o nosso pai o que foi embora dele, foi apenas a matéria, pois o espírito e sua alma estará sempre no meio de nós.

Que Deus possa realizar mais e mais encontros e momentos como esse de união, fraternidade e AMOR!

Carlos Sérgio, Lúcia de Fátima, Isabela Cristina. Eduardo Vasconcelos, Ana Elisa e Ângela Verônica e Carlinhos (Irmão por parte de pai).


PCDOB/RN REELEGE ANTENOR ROBERTO PRESIDENTE!

16ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DO  PCdoB - RN - 20 E 21/10/2017

 ORADORES E NOVOS FILADOS DE PESO!
 EDUARDO VASCONCELOS-PCdoB-Nova Cruz e Plenária em discussão
 EDUARDO VASCONCELOS E ANTENOR, REELEITO PRESIDENTE ESTADUAL E DEDÉ E PEDRO HENRIQUE - DIRIGENTES SINDICAIS E DO PCDOB-RN
 HOMENAGEM
 EDUARDO VASCONCELOS-PCdoB-NOVA CRUZ e LIDERANÇA COMUNISTA
 ALBÉRICO-SEC. DE ORGANIZAÇÃO DO PCDOB/RN E PEDRO HENRIQUE
 VÁRIAS LIDERANÇAS INTERIORANAS DISCURSARAM NA TRIBUNA

Vice Governador, Fábio Dantas (1), Votação final e Albérico, secretário de organização do PCdoB/RN

Durante a sexta-feira (20) e sábado (21) o Comitê Estadual do PCdoB/RN esteve reunido no Plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, realizando sua 16ª Conferência Estadual.

Na abertura e nos debates os conferencistas contou com a presença do vice governador, FÁBIO DANTAS, além de Júnior Souto, representando a Senadora Fátima Bezerra e o PT Regional, como várias lideranças sindicais e educacionais.

Após a aprovação do Regimento Interno  e  do Balanço das atividades do Comitê Estadual do Partido Comunista Brasil - PCdoB/RN, foi feito uma linda HOMENAGEM  a ROGÉRIO LUSTOSA, falecido a 25 anos, ex dirigente da UNE (União Nacional dos Estudantes - estudante de engenharia e fundador dos jornais Tribuna Operária  Classe Operária.

Após as discussões e debates em torno da atual conjuntura nacional foi iniciado a votação para elegerem a nova composição do Comitê Estadual para o Biênio 2018/2020 e os delegados para a 14ª Conferência Nacional do PCdoB, prevista para novembro.

O advogado ANTENOR ROBERTO foi reconduzido a presidência por UNANIMIDADE.

Nova Cruz participou através do seu secretário de organização, EDUARDO VASCONCELOS.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O STF diante do “banco de corrupção de políticos”


Por Jeferson Miola*

Lúcio Funaro, o operador da Organização Criminosa [OrCrim] integrada por Temer, Cunha, Padilha, Moreira Franco, Geddel [PMDB] & outros criminosos que, com o auxílio do PSDB presidido por Aécio Neves, conspirou contra o mandato da Presidente Dilma para tomar de assalto o poder, revelou que Eduardo Cunha funcionava como um "banco da corrupção de políticos".

O operador da OrCrim revelou que "todo mundo que precisava de recursos pedia pra ele [Eduardo Cunha] e ele cedia os recursos, e em troca mandava no mandato do cara, era assim que funcionava".

Funaro disse que recebia propinas para financiar a "bancada do Eduardo Cunha", aquela que foi comprada e financiada com dinheiro de corrupção do empresariado brasileiro para promover o impeachment fraudulento que derrubou a Presidente Dilma com a cumplicidade da mídia e do STF.

O resultado é sabido: instalaram no país a cleptocracia [governo de ladrões, em grego] que está derretendo o Brasil de maneira acelerada e criminosa. Nem o mais pessimistas dos pessimistas poderia imaginar tal selvageria na dilapidação dos direitos sociais e da soberania nacional.

Como atribuições, Funaro era responsável pelo repasse do dinheiro roubado para a tal "bancada do Eduardo Cunha" – "Henrique Alves, Michel Temer; todas as pessoas, a bancada ..." – e era encarregado, inclusive, pelo pagamento das despesas pessoais desses personagens.

As revelações do operador da OrCrim são devastadoras. Não estivesse o Brasil submetido ao regime de exceção implantado pelo golpe de Estado, esta cleptocracia estaria na cadeia. Mas, infelizmente, não é esta a realidade.
As revelações de Lúcio Funaro exigem uma resposta: afinal, quem eram os correntistas do banco de corrupção de políticos?

É um imperativo para o Estado de Direito identificar-se se, dentre os 367 integrantes da "assembléia geral de bandidos [como definiu a imprensa internacional] comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha" que aprovaram a fraude do impeachment naquela deplorável sessão da Câmara de 17 de abril de 2016, encontram-se aqueles que pertencem à "bancada de Eduardo Cunha" financiados e comprados pelo "banco de corrupção de políticos" do sócio de Temer que está encarcerado em Curitiba.

Se ficar confirmado que o impeachment fraudulento da Presidente Dilma foi assegurado pela "bancada do Eduardo Cunha" comprada pelo "banco de corrupção de políticos", o STF tem o dever constitucional de anular a fraude do impeachment e devolver o poder à Presidente Dilma.

*Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial


Com: https://jcsgarcia.blogspot.com.br

COVARDIA DO STF E CARTAS MARCADAS NO SENADO FEDERAL PARA LIVRAR AÉCIO NEVES

Aécio Neves (PSDB-MG), cujo afastamento do Senado deve ser votado nesta terça (17)
Foto DIVULGAÇÃO
COMUNICAÇÃO AFRONTANDO O SUPREMO, INFORMANDO QUE O SENADO HAVIA VOTADO PELA DERRUBADA DAS MEDIDAS CAUTELARES EM "DESFAVOR" DE AÉCIO NEVES, JÁ ESTAVA PRONTA NO SISTEMA DE ENVIO DA CASA NO DIA 03 DE OUTUBRO.

A SESSÃO QUE DECIDIRIA O QUE O EMAIL ANTECIPAVA COMO "VOTADO", ACABOU NÃO ACONTECENDO.

MAS O FATO REVELA COMO O SENADO DESPREZA E DIMINUI A AUTORIDADE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.



(https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/10/16/antes-de-julgamento-e-votacao-senado-fez-oficio-comunicando-tribunal-que-livrou-aecio.htm )

Fontes: http://007bondeblog.blogspot.com.br e https://noticias.uol.com.br

PSDB descobre que tem vocação para a morte

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Imagem do Googlo
Finalmente, o PSDB descobriu sua vocação política. O partido está vocacionado para a morte. O tucanato faz tudo para morrer o mais depressa possível. As práticas da legenda, suas ambiguidades, suas contradições mal disfarçam a vontade, a urgência da morte. Protagonista do seu próprio cortejo fúnebre, o PSDB caminha rumo ao fenecimento carregando as alças de dois pesos mortos: o caixão do governo Temer e o caixão de Aécio Neves.
Temer é um defunto com caneta e Diário Oficial. Com a ajuda de um coordenador político tucano, ele compra na Câmara mais um ano de sobrevida. Aécio, trancado em casa e em seus rancores, parecia fora de combate. Mas o Senado deu-lhe uma sacudida. E o personagem, insepulto, tranforma o PSDB no primeiro partido da história a ter como presidente um defunto.
O nome mais cotado para representar o PSDB na disputa presidencial de 2018 é Geraldo Alckmin. Jurado de morte até pelo seu pupilo João Doria, Alckmin se finge de vivo. Mas revela-se um vivo pouco militante. Não consegue se posicionar com clareza sobre o rompimento com Temer e o expurgo de Aécio. Não é à toa que frequenta as pesquisas como um sub-Bolsonaro. É como se Alckmin pedisse aos eleitores não votos, mas coroas de flores.
Por Josias de Souza

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Todo cidadão decente deve exigir anulação do impeachment


Note bem, leitor: na Câmara, o impeachment venceu com 63% dos votos; no Senado, com 67%.

Maiorias tão parecidas podem decorrer de processos de corrupção iguais, ou melhor, idênticos.

Supõe-se, então, que nem mesmo todos os que apoiaram o impeachment serão contra a devolução do mandato de Dilma. Certamente pessoas que apoiaram o impeachment pensando estar agindo corretamente ficarão contra o uso de suborno para conseguir tirar a presidente do cargo.

Estamos falando, claro, dos que apoiaram o golpe sem saber o que estavam fazendo e que o fizeram de boa fé. Não estamos falando dos bandidinhos do MBL e assemelhados, e muito menos dos peemedebês, demos, tucanos e tantos outros que apoiaram o golpe sabendo que estavam cometendo um crime.

Diante dessa enormidade, é exigível, pois, que cada cidadão consciente, honesto e democrático apoie a luta da ex-presidente Dilma para recuperar seu mandato. E mesmo se o STF não cumprir sua obrigação, nós cumpriremos a nossa.

Leia a íntegra do artigo no Blog da Cidadania.

MÃE DO FILHO DE BATTISTI APELA A CARMEN LÚCIA: SOZINHA, NÃO TERIA RENDA SUFICIENTE PARA O CRIAR.

Está na coluna desta 4ª feira (18) da Mônica Bergamo:
"A ex-mulher de Cesare Battisti enviou carta de próprio punho à presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, fazendo um apelo para que a magistrada permita que ele continue neste país etenha o direito de continuar exercendo sua paternidade de maneira integral.
Priscila Pereira tem um filho de quatro anos com o italiano, ameaçado de extradição pelo governo de Michel Temer. Tenho vivido nesses últimos dias o limite de minha angústia, diz. Se Battisti for enviado à Itália, ela e o garoto viveriampraticamente um luto.
Ela afirma ainda que, sozinha, não teria renda suficiente para arcar com a minha subsistência e a de uma criança. Priscila é professora do ensino fundamental".
O Cesare já declarou que, acontecendo o pior, ele preferirá que a criança permaneça aqui: 
"Meu filho tem quatro anos, filho de brasileira, portanto, ir para a Itália significaria afastá-lo de sua cultura e de seus afetos. Aliás, é óbvio que na Itália nenhuma pessoa relacionada comigo tem muita segurança ou será bem-vinda"
Mas, tal possibilidade é das mais remotas. Ou muito me engano, ou a Priscila não tem mais motivo para aflições, pois tudo se encaminha para a confirmação, por parte da 1ª Turma do Supremo, de que as leis brasileiras não mais possibilitam a entrega do Cesare à Itália.

Quando até uma Folha de S. Paulo sugere isto em editorial, é porque se trata do chamado óbvio ululante em termos jurídicos. Entre vários outros motivos, porque a decisão do então presidente Lula, referendada pelo STF, foi um ato jurídico perfeito e já expirou o prazo para contestações; porque a sentença que a Itália quer fazer cumprir prescreveu em 2013; e, claro, pela própria existência de um filho brasileiro, do qual o Cesare é arrimo.

Dallari pede que as leis brasileiras sejam respeitadas
PETIÇÃO – De resto, espero que os leitores e amigos deste blogue não deixem de firmar a petição contra a extradição do Cesare lançada pelo companheiro Carlos Lungarzo, que pode ser acessadaaqui. Há tantos signatários ilustres que, para não me alongar em demasiado citarei apenas um, o maior jurista brasileiro da atualidade: Dalmo de Abreu Dallari. Vossas assinaturas ficarão em ótima companhia. 

Eis como justifiquei meu apoio:
"A Itália insiste em fazer cumprir uma sentença decidida num momento de histeria anticomunista e caça às bruxas, no qual algumas práticas democráticas subsistiam, mas outras resvalavam para o arbítrio. Tarso Genro estava certíssimo ao declarar que havia áreas cinzentas na democracia italiano durante os anos de chumbo
Pretender, quatro décadas depois, atirar um homem numa masmorra pelo resto da vida (a promessa de reduzir a pena de Battisti para 30 anos não passa de um engana-trouxas), a partir tão-somente dos depoimentos interesseiros de delatores premiados, é uma aberração. 
Itália de hoje = país do Berlusconi
Outra é a Itália tentar passar por cima de uma decisão soberana do Brasil, pressionando o governo atual a consentir num rosário de ILEGALIDADES. 
Orgulhava-me de ser descendente de Dante e Garibaldi. Mas agora me envergonho da ascendência italiana, pois hoje me parece ser, principalmente, o país do Berlusconi".
 por 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Governo Temer quer substituir médicos cubanos mesmo com desistência de brasileiros

Foto: Marcos Correa/PR
Jornal GGN - O governo Michel Temer está tentando substituir os cubanos do Mais Médicos mesmo sabendo que há alto índice de desistência entre os brasileiros que se inscrevem no programa. É o que informa a jornalista Mônica Bergamo, nesta segunda (16).
Segundo a colunista, o Ministério da Saúde pretende abrir em novembro um novo concurso para selecionar brasileiros para o Mais Médicos. Na rodada de fevereiro, apenas metade dos brasileiros inscritos apareceram para trabalhar e, deste total, 30% já abandonaram o programa. O salário e a necessidade de atuar em postos de saúde no interior dos estados são as principais dificuldades.
"Apesar da intenção declarada de substituir os médicos cubanos por profissionais do país, a dependência deles ainda é grande já que boa parte dos doutores brasileiros abandona o posto depois de seis meses. Quando isso ocorre, Cuba é acionada para enviar seus médicos", apontou.
"No último concurso, em fevereiro, 6.285 médicos brasileiros se inscreveram, para 2.320 vagas. Só 1.626 se apresentaram para trabalhar. Destes, cerca de 30% já deixaram seus postos", acrescentou.
Além disso, a comunicação com o governo cubano tem sido diferente com Temer no poder. A administração da ilha está "incomodada com a falta de clareza sobre o número de médicos do país que ainda serão chamados para vir ao Brasil", disse a colunista. O ministro da Saúde Ricardo Barros já recebeu até uma reclamação oficial.
Fonte: https://jornalggn.com.br

Dono do bunker dos 51 milhões disse que irmão de Geddel é que tinha a chave, mas PF não o prendeu



O dono do imóvel que abrigava a fortuna de R$ 51 milhões atribuída ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PDMB), Silvio da Silveira, afirmou à Polícia Federal que entregou as chaves do apartamento nas mãos do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) no começo de 2016.

A administradora do prédio, Patrícia Queiroz dos Santos, em depoimento à PF, confirmou as informações de Silveira.

Segundo documentos a que a Folha teve acesso, ela disse também que já presenciou uma ligação do empresário, do ramo da construção, para "os irmãos" pedindo ajuda para a pavimentação de vias na Bahia.

Silveira disse à polícia que tem relação de amizade com Lúcio há dez anos.

Os depoimentos de ambos foram alguns dos elementos da investigação que embasaram as buscas no gabinete e no imóvel do parlamentar Lúcio Vieira Lima nesta segunda-feira (16).


“Formação de quadrilha, corrupção ativa”, diz placa em frente ao Congresso,


Na véspera da votação da denúncia contra Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma placa em frente ao Congresso com os dizeres: “Formação de quadrilha, corrupção ativa – O grande acordo nacional”, amanheceu nesta segunda-feira (16). O adesivo foi colado em cima da placa oficial com indicação do Congresso Nacional.

O padrão utilizado pelo autor desconhecido é o mesmo empregado pelo governo do Distrito Federal nas placas indicativas oficiais. Com a mesma tipologia e o padrão da cor de fundo.

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) se manifestou de forma contrário a aceitação da denúncia contra Temer em seu relatório.

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br

sábado, 14 de outubro de 2017

PARABÉNS, GUERREIRA!

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, comida
NIZIA MARIA BARBOSA
Hoje é um dia muito especial para mim! Pois é o aniversário de Nizia, mãe dos meus filhos: HEITOR e HELOIZA! Quem ganha presentes somos nós! Você é o nosso presente! Desejo-lhe muita saúde, paz, fé e amor! És uma verdadeira guerreira! Nós ti amamos! Beijo em teu coração!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Indecisão no STF faz Senado querer mudar constituição

Min. Carmem Lúcia - STF
O resultado do julgamento do Supremo sobre o afastamento de parlamentares não aplacou por completo o temor do Congresso. Ainda que a maioria da corte tenha decidido, após amplo e exaltado debate, encaminhar ao Legislativo sanções que interfiram no exercício do mandato, há no Senado a tese de que a questão precisa ser esmiuçada por meio de uma emenda à Constituição. A nova lei garantiria ao Parlamento a última palavra a respeito do que, no entender dele, cerceia o legislador.
A tentativa da presidente do STF, Cármen Lúcia, de contemplar aspectos divergentes em seu voto foi alvo de críticas generalizadas. Foi por buscar solução ambígua, disseram integrantes do tribunal, que ela acabou intensamente pressionada a explicitar que ala, de fato, sairia vencedora.
Por Robson Pires

Caçada humana


A perseguição a Lula e a sua família atingiu níveis de uma caçada humana selvagem e sem regras. Não se trata apenas de algo ilegítimo e ilegal, tornou-se uma obsessão doentia, uma enfermidade moral que acomete boa parte da nossa mídia e do nosso sistema judiciário. Algo só comparável à perseguição que judeus sofreram no nazismo ou que comunistas ou supostos comunistas sofreram, ao longo do macarthismo.

Não bastasse a morte de Dona Marisa, precipitada pela lawfare que atinge Lula injustamente, agora nos deparamos com uma operação abusiva da Polícia Civil, que invadiu o lar de Marcos Lula da Silva, filho adotivo do ex-presidente, com base apenas numa suposta "denúncia anônima" sobre suposto consumo de drogas no local.

Denúncia anônima ou simples perseguição política? Será que a polícia de São Paulo invadiria a casa de algum filho ou filha de FHC com base numa suposta "denúncia anônima"? Algum juiz autorizaria? Duvidamos. Duvidamos também que fosse autorizada a invasão do lar de algum graúdo tucano, como Aécio Neves, por exemplo, em circunstâncias semelhantes.

Trata-se, desse modo, de mais um caso de medida autoritária, injustificada e arbitrária de autoridades empenhadas em agredir, caluniar e intimidar o melhor presidente da história do país e o favorito para vencer as eleições de 2018. Trata-se de mais uma demonstração de truculência do Estado policialesco que o governo golpista ergueu no Brasil.

Esse Estado policialesco que não persegue apenas Lula e sua família. Ele ameaça sistematicamente movimentos populares, trabalhadores, professores, reitores de universidade, artistas e todos aqueles que ousam se opor ou questionar o golpe e sua agenda socialmente regressiva.

Esse Estado policialesco, também chamado de Estado de exceção, torna a distinção entre democracia formal e ditadura muito tênue e turva.

Com efeito, a situação do Brasil hoje lembra, de forma muito inquietante, a situação do Brasil de 1964. Com efeito, o golpe e a Lava Jato criaram uma onda reacionária e autoritária que varreu a democracia brasileira, criminalizou a política e golpeou direitos fundamentais, como o da presunção da inocência, por exemplo. A cassação do voto popular e a luta hipócrita e partidarizada contra a corrupção "abriram a porteira" para tudo que se vê hoje no Brasil: a ascensão meteórica do protofascismo, o ressurgimento da censura pela via judicial, os linchamentos midiáticos, a repressão aos movimentos sociais, a enganação ideológica da "escola sem partido", o surgimento de juízes "justiceiros", o atropelamento sistemático dos direitos individuais, a rejeição furiosa a qualquer agenda progressista, a sanha punitivista contra qualquer um que não se enquadre nos cânones hipócritas do moralismo de ocasião e uma cultura omnipresente da delação.

O reacionarismo é tão profundo e massivo que setores das forças armadas já prometem até um novo golpe militar. O Brasil do golpe parlamentar é tão conservador quanto o Brasil do golpe militar de 1964, e a classe média paneleira sucumbiu a um neoudenismo que faria corar Carlos Lacerda.

Em 1964, como hoje, os delatores, ou melhor, os "dedos-duros" tinham uma agenda política: denunciar e perseguir qualquer um que fosse progressista ou perigoso para o regime. Como hoje, o sujeito (um diplomata, por exemplo) podia perder o seu cargo público se publicasse um artigo de opinião contra o governo. Como hoje, exposições de arte eram proibidas ao sabor de um moralismo hipócrita. Como hoje, havia pessoas que se "suicidavam" ao serem vítimas de perseguições autoritárias. Como hoje, a proteção aos direitos e garantias individuais era relativizada ou simplesmente suprimida, em nome do combate aos "subversivos" e aos "corruptos".

Também podemos fazer uma comparação com o Brasil do golpe com outro período ainda mais sombrio da história. De fato, o país vive situação similar a que Alemanha viveu na década de 1920, nos estertores da República de Weimar. Uma situação de grave crise econômica e política e de falência institucional generalizada, que compromete a agenda dos grandes interesses econômicos nacionais e internacionais. Lá, a esquerda ficou isolada, e os partidos tradicionais de centro e direita, interessados apenas em conter a "ameaça bolchevique", foram incapazes de fazer frente à ascensão da extrema direita nazista.

Por isso, a luta principal hoje no Brasil é a luta contra o fascismo ascendente e o Estado de exceção e pela redemocratização real do país, com a realização de eleições livres com a participação de Lula, o único candidato capaz de opor à agenda reacionária, antissocial e antinacional do golpe. O "fora Temer" é tão irrelevante quanto a lamentável figura homônima. O fundamental é a defesa da democracia e dos direitos civis e políticos, que a geraram, assim como dos direitos sociais, que a sustentam.

Assim, a defesa de Lula e de sua família se confunde com a luta maior pela democracia e pela defesa dos direitos de todos nós.

Confunde-se também com a luta contra a agenda ultraneoliberal do golpe e da onda reacionária que tomou conta do Brasil, a qual extingue direitos sociais, desmancha o Estado de Bem-Estar e vende a soberania nacional e a dignidade do país.

Em todo o mundo, o conflito entre o neoliberalismo concentrador e excludente e a democracia está dolorosamente exposto, como denuncia Picketty. Mas, no Brasil, esse conflito tornou-se aberto e agudo. No nosso país, o golpe e sua agenda reacionária e concentradora exigem explicitamente o sacrifício da população, especialmente dos mais pobres, bem como o sacrifício da democracia real. No Brasil, o nosso neoliberalismo selvagem exige o sacrifício do humano.

Portanto, não é apenas Lula e sua família que estão sendo caçados. A caçada aos direitos civis e sociais atinge toda a população. Essa mistura tóxica de golpe, fascismo ascendente e neoliberalismo selvagem caça tudo que é humano e civilizado.

A caçada humana é, pois, contra todos nós.

Felizmente, Lula não será detido por essa campanha judicial e midiática vergonhosa contra ele e sua família. A população já começa a entender que Lula é vítima de juízes e procuradores partidarizados que, incapazes de comprovar qualquer crime cometido pelo ex-presidente, constroem uma barreira de falsas acusações e mentiras convictas para impedir sua candidatura vitoriosa. A população já começa a entender que é ela que está sendo realmente perseguida.

Contra nossas oligarquias selvagens e míopes e contra a pressão avassaladora de interesses externos do grande capital financeiro, nossa humanidade talvez tenha outra chance de ser recomposta.

Talvez em 2018, o Brasil possa ter uma chance de cessar essa caçada insana ao humano e investir, de novo, na construção de um país inclusivo, justo e soberano. Um país generoso e humano como seu povo. Como Lula.

Com voto decisivo de Cármen Lúcia, STF decide que Congresso precisa dar aval para afastamento de parlamentar

Imagem relacionada
 Foto: Google (Min. Carmem Lúcia
Do BuzzFeed:
Com voto decisivo da presidente do STF, Cármen Lúcia, o STF disse hoje que a última palavra sobre afastamentos cautelares de parlamentares não é do Supremo, mas sim do Congresso.
Com isso, a presidente da corte arrefeceu o clima de crise entre os Poderes e abriu caminho para que o Senado salve o mandato de Aécio Neves (PSDB-MG), que está afastado de suas funções devido ao recebimento de R$ 2 milhões do empresário preso Joesley Batista.
O julgamento, que acontece desde 9h30 da manhã, teve início com o voto do ministro relator, Edson Fachin, que acabou derrotado.
Ele defendeu que o Congresso só deve ser ouvido em casos de prisão em flagrante de parlamentares, sendo permitida aplicação de cautelares.
De acordo com o ministro, o afastamento de mandatos e medidas como recolhimento noturno, para evitar que congressistas cometam crimes ou atrapalhem investigações, deveriam ser permitidas e aplicadas pelo STF sem a necessidade de se ouvir o Parlamento.
Logo depois dele, foi a vez do ministro Alexandre de Moraes votar. Ele abriu a divergência e disse que é preciso se preservar mandatos e o próprio Congresso.
Em sua compreensão, como o Parlamento deve votar prisões em flagrante, também deve fazer o mesmo para autorizar cautelares, uma vez que há prejuízo no exercício do mandato e consequentemente na representação popular.
(…)
Fonte: DCM

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

POLÍTICA - TEMER DENUNCIADO - Relator tucano da CCJ rejeita segunda denúncia contra Temer

andrada.jpg
Relatório de Bonifácio Andrada rejeita prosseguimento de denúncia contra Temer
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
Em parecer alinhado com a defesa de Temer, Bonifácio de Andrada defendeu "a impossibilidade de autorizar o seguimento da denúncia"
O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) leu nesta terça-feira 10 seu relatório sobre a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e defendeu a rejeição da denúncia contra TemerRecomendação vale também para as denúncias contra os ministros.
Na ação, apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, Temer é acusado de liderar uma quadrilha que desviou 537 milhões de reais dos cofres públicos. A base da acusação, que também envolve o crime de obstrução de justiça, são as delações da JBS e de Lúcio Funaro. A defesa de Temer foi entregue à comissão na semana passada.
No texto, Andrada fez uma forte defesa do presidente, inclusive alinhada aos argumentos já apresentados pelos advogados de Temer, que desqualificaram os delatores e afirmam que as gravações, que se tornaram provas, foram obtidas de maneira ilícita. 
Ainda antes do início da sessão houve pedido de vista - com prazo de duas sessões plenárias. Com o pedido, a discussão da denúncia na CCJ só deve começar na próxima terça-feira 17. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, acredita ser possível votar em plenário o relatório da CCJ até o dia 23 de outubro. Caso o STF aceite a denúncia, Temer é afastado da Presidência por até 180 dias. Ninguém considera este cenário possível.
Leia mais:
Em seu relatório, Andrada criticou a atuação do Ministério Público (MP), da Polícia Federal (PF) e da imprensa. Afirmou que o MP tem "uma força sob certo aspecto até maior do que o próprio juiz". Criticou, ainda o comportamento da imprensa, que "fortalece" as ações "espetacularizadas" do MP.
Ainda criticando o MP, o relator afirmou que 
"espera-se que essa concepção policialesca, que em boa parte existe no MP, se traduza em posicionamento social pedagógico e que a instituição possa intervir pelo povo". Sobrou também para a PF, que teria "posições exageradas" de acordo com AndradaFalou, ainda, em "abuso sistemático" do MP e que é"estranho que juízes venham autorizar que a polícia invada domicílios".

Andrada defendeu que o conceito de organização criminosa não pode ser usado de forma banalizada. Para o relator,"é inadmissível considerar que o partido político constitua uma associação para fins criminais. Não é como uma organização criminosa." Lembrou, ainda, que o presidente não pode ser acusado por atos estranhos ao seu mandato. "Somente os fatos após maio de 2016 é que serão objetos de análise penal."
A sessão de leitura do relatório, marcada para às 10h desta terça-feira, chegou a ser iniciada, para logo depois ser adiada para as 15h e depois novamente adiada para após da Ordem do Dia, o que ocorreu por volta das 16h30.
Antes de suspender a sessão da manhã, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), presidente da CCJ, respondeu uma questão que foi proposta por vários deputados, para o desmembramento das votações em três, uma para cada acusado. “O que votaremos é um único parecer, mas ele pode tratar diferentemente tanto os acusados, quanto os dois crimes. Inclusive, um dos crimes é de organização criminosa, que só poderia ser analisado em conjunto”, explicou.
O relator passou o fim de semana em Brasília para trabalhar no texto. Aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrada foi escolhido relator em um momento de união entre Temer e Aécio, que conta com a base do governo para se livrar de punição imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em troca, Temer espera que Aécio consiga manter o apoio do PSDB a seu governo.
Na semana passada, porém, a cúpula do PSDB destituiu Andrada da vaga de suplente da CCJ. Como o mineiro não abdicou da relatoria da segunda denúncia contra Temer, o partido sugeriu ao presidente do colegiado, Pacheco, que oferecesse uma das vagas dos partidos aliados para abrigar Bonifácio. Ele permaneceu no colegiado e na relatoria após o PSC ceder uma cadeira para o tucano. Sem uma dessas vagas, o tucano mineiro ficaria fora da comissão, o que obrigaria Pacheco a escolher outro relator.
Na ocasião, o presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o líder da bancada, deputado tucano Ricardo Tripoli (SP), destacaram os conhecimentos jurídicos de Bonifácio, mas ponderaram que a sua permanência como relator numa vaga do PSDB causa constrangimentos e aprofunda divisão entre os tucanos.
Desde que chegou à CCJ a primeira acusação, já ocorreram 59 mudanças na composição da comissão de um total de 66 titulares. O objetivo é sempre o mesmo: garantir maioria a favor do Planalto. A comissão, portanto, deve aprovar o parecer e encaminhá-lo à apreciação dos deputados. É necessário que 342 dos 513 escolham acatar a denúncia para que o Supremo esteja autorizado a julgar o presidente.
Demais denunciados
Além dos três integrantes do governo, também foram denunciados os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Eles não têm foro privilegiado.
As acusações têm como base a delação premiada de executivos da JBS e do operador Lúcio Funaro. As afirmações dos executivos já haviam embasado a primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva. A Câmara livrou Temer das acusações. Os governistas atacam o acordo e tentam tirar-lhe a validade. A PGR diz que ele vale mesmo se os benefícios aos delatores forem cancelados –a delação está sob escrutínio por suspeitas de omissão de informações.
*Com informações da Agência Câmara 
Fonte: CARTA CAPITAL